Revista JP

Unidos pelo sangue e pelo negócio

Quem nunca sonhou, quando criança, em trabalhar com a mesma profissão de seu pai? Quase todas as crianças já passaram por este tipo de situação. Mas, na maioria das vezes, este é um sonho que deixa de ser um desejo e acaba sendo esquecido.

14 de agosto de 2017

Quem nunca sonhou, quando criança, em trabalhar com a mesma profissão de seu pai? Quase todas as crianças já passaram por este tipo de situação. Mas, na maioria das vezes, este é um sonho que deixa de ser um desejo e acaba sendo esquecido. 

Porém, existe uma família em Pomerode que colocou essa ideia em prática e, hoje, pai e filho comandam um negócio de venda de baterias, no centro da cidade. Estamos falando do seu José Vanderlei Wegher, de 67 anos e do seu filho, Emanuel Arcadio Wegher, de 33, sócios na empresa. 

Tudo começou há um ano e oito meses, aproximadamente, quando o dono da loja de baterias em que José trabalhava decidiu vender o negócio. “Eu e meu filho sempre tivemos o desejo de tocar um negócio nosso. Quando surgiu esta oportunidade, não deixamos passar”, conta José. 

Mas a experiência de trabalharem juntos já começara bem antes. Quando tinha entre 13 e 14 anos, Emanuel já ajudava o pai em alguns serviços que o mais velho fazia com pintura e acabamentos, trabalhando juntos por cerca de quatro anos, até Emanuel conseguir o seu primeiro emprego com carteira assinada. 

“Eu acabei indo trabalhar em uma loja de móveis e eletrodomésticos, mas nunca perdi totalmente o contato com o trabalho do meu pai e muito menos deixei de pensar em, um dia, tocar um negócio com ele. Fiquei muito feliz quando a oportunidade, finalmente chegou”, comenta o filho, Emanuel.

Os dois afirmam, ainda, que a família sempre foi muito unida, com os cinco filhos que José teve com a esposa, sendo bem educados e dedicados para serem bons cidadãos. Esta união só se fortaleceu a partir do momento em que começaram a viver a vida profissional juntos. Eles contam também que a irmã, Fabiana, e o marido dela, Marcelo, também irão trabalhar na loja. 

“Trazer a confiança e a união da família faz com que a empresa se torne mais qualificada, mais preocupada em oferecer o melhor para o cliente, então com certeza é uma boa ideia trabalharmos em sociedade”, afirma Emanuel. 

Mas há quem se pergunte: misturar negócios e família não é uma jogada arriscada? Que pode comprometer a relação entre pai e filho, caso haja um desentendimento? José e Emanuel garantem que não, que acontece o exato oposto, porque a sinceridade deve ser muito maior. 

“É muito melhor ser alguém que eu conheço tão bem como meu sócio. Nossa relação é muito boa sim, mesmo que algumas vezes tenhamos opiniões diferentes, isso nunca afetou a nossa relação”, pondera José.

O filho, Emanuel, concorda com o pai e acrescenta. “Nossa relação sempre foi profissional, aberta e sincera. Nunca deixamos de expor alguma situação ou pensamento por ser família. Fazemos isso pelo bem da nossa empresa”, afirma. Emanuel ainda coloca que trabalhar com o pai é um aprendizado constante, pois ele sabe muito sobre a área. Segundo o filho, os dois fazem uma combinação ótima, entre o conhecimento dele sobre a área comercial e o saber do pai sobre a área técnica do mercado de baterias. 

“Com certeza está sendo uma experiência ótima, na qual temos prazer de trabalhar e estar com alguém tão próximo só deixa tudo melhor”, declaram os sócios. 

 

Notícias relacionadas