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União contra o conteúdo terrorista

As plataformas Facebook, YouTube, Twitter e Microsoft anunciaram na segunda-feira, dia 26, um esforço em conjunto para remover conteúdo terrorista de suas plataformas. As companhias afirmam que vão compartilhar soluções tecnológicas para retirar conteúdo extremista.

29 de junho de 2017

As plataformas Facebook, YouTube, Twitter e Microsoft anunciaram na segunda-feira, dia 26, um esforço em conjunto para remover conteúdo terrorista de suas plataformas. As companhias afirmam que vão compartilhar soluções tecnológicas para retirar conteúdo extremista, além de desenvolver pesquisas para contrapor esse tipo de discurso e trabalhar com mais especialistas no combate ao terrorismo.

O Fórum Global de Internet para Combate ao Terrorismo “vai formalizar e estruturar áreas existentes e futuras de colaboração entre nossas companhias e fomentar cooperação com empresas de tecnologia menores, grupos da sociedade civil, acadêmicos, governos e órgãos supranacionais, como a União Europeia e a ONU”, esclareceram as companhias, em comunicado.

A decisão é uma resposta à pressão de governos na Europa e nos Estados Unidos após uma onda de ataques por militantes. Chefes de Estado pediram que as empresas de tecnologia estabeleçam um fórum do setor e desenvolvam nova tecnologia para melhorar a detecção automática e a retirada de conteúdo extremista.

Como vai funcionar – As empresas vão buscar melhorar o trabalho técnico, incluindo o banco de dados criado em dezembro para compartilhar impressões digitais únicas atribuídas automaticamente a vídeos ou fotos de conteúdo extremista.

Elas também devem trocar as melhores práticas em técnicas de identificação de conteúdo, usando aprendizagem automática, bem como, definir “métodos padrões de transparência para retirada de conteúdo terrorista.”

No começo deste mês, o Facebook revelou seus esforços para remover conteúdo terrorista, em resposta às críticas de políticos de que as gigantes de tecnologia não estavam fazendo o suficiente para impedir grupos militantes de usarem as suas plataformas para propaganda e recrutamento.

Pouco depois foi a vez do Google anunciar medidas adicionais para identificar e remover conteúdo violento ou terrorista de sua plataforma de vídeos, o YouTube.
As gigantes de mídia social disseram que estão trabalhando com empresas menores para ajudá-las a combater conteúdo extremista, além de organizações como o Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais.

As quatro companhias têm iniciativas para conter discurso de ódio e usarão o fórum para melhorar os esforços e treinar as organizações da sociedade civil a se engajarem em trabalho similar.

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