Revista JP

Uma expressão cultural que vem da alma

Dia do Músico homenageia aqueles que, por meio de canções, alegram e dão sentido à nossa vida

22 de novembro de 2020

Eles levam a alegria a todos os cantos, por meio de suas interpretações, tanto vocais, quanto instrumentais. Há quem diga que a música chega a entorpecer, tamanho o seu fascínio e emoção que proporciona, Por isso, enaltecer os que fazem dela algo agradável, é primordial nesse sentido.
No próximo domingo, dia 22 de novembro, é comemorado o Dia do Músico, que homenageia os artistas que interpretam melodias e harmonias que encantam a humanidade, há milhares de anos. A data também lembra Santa Cecília, padroeira dos músicos, bastante reconhecida pelos católicos no Brasil.

Ser músico não é fácil, pois a dedicação precisa ser total. E muitos já vêm nesta condição desde muito novos. É o caso do pomerodense Wilson Hafemann, hoje com 57 anos, que desde a adolescência tem na música um estilo de vida.

“Comecei aprendendo violão, pois gostava e ainda gosto muito de rock’n roll. E ouvindo rádio e discos, surgiu também a vontade de cantar. Iniciei num coral e, simultaneamente, com alguns amigos, fundamos a primeira banda de rock alemão do Brasil, no ano de 1987, algo que me traz muitas boas lembranças. Em seguida fui convidado para integrar a tradicional Banda Lyra, o que, para mim, foi um grande orgulho e aprendizado. Depois, já em 1997, fundamos a dupla Sandro e Wilson”.


A música sempre fez parte da vida de Wilson Hafemann (Foto: Arquivo Pessoal)

A partir daí, com incentivo do público, a dupla iniciou uma carreira singular, com muitos shows pelo Brasil e até fora dele. “Também conseguimos reconhecimento em outros países, com várias apresentações no Chile e na Alemanha. E, nesse ritmo, já gravamos 13 CD’s e um single especial para uma Associação de Caça e Tiro. Isso tudo agregou experiências diversas às nossas vidas”, destaca.

Hafemann, que também é professor de Matemática, diz que ser músico é sempre um desafio, ainda mais durante este difícil período que a humanidade está passando. “A profissão e a carreira de músico, como em todas as outras, tem seus altos e baixos. Sempre há os ‘bons tempos’ e o reconhecimento. No entanto, atualmente, como é sabido, vivemos uma fase de dificuldades. O músico depende de eventos e, neste momento, isso está escasso. Contudo, aos poucos, e com a concientização de todos, creio que as apresentações musicais possam retornar”, relata, confiante.

Essa mesma confiança e alegria é evidenciada quando se fala da música propriamente dita. “Ela é uma das expressões artísticas mais significativas que existe. Com a música, conseguimos externar qualquer emoção: paixão, felicidade, amor, tristeza… Também porque, além do instrumental, na música cantada, as letras complementam os sentimentos. E isso é muito rico”, frisa.

Para o próximo ano, a dupla Sandro e Wilson está com novos projetos. “Já estamos ensaiando a pleno vapor, e acredito que vamos surpreender. Também cogitamos gravar algo novo para divulgar esse trabalho. No entanto, com muita calma, já que percebemos, mais uma vez, que quase nada depende de nós, e sim, dele, que nos guia. Por isso, neste dia especial, desejo a todos os músicos, um fortíssimo abraço. Que todos fiquem bem e se cuidem, com votos de muitos shows e sucesso”, finaliza.

 

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