Um pai para muitas meninas
No dia 28 de agosto, no bairro Wunderwald, a parteira foi levada por bois até a casa onde Lourenço Frahm estava nascendo. Hoje, com 82 anos, é pai de seis filhas, avô de 13 netos, sendo cinco meninas e oito meninos, e bisavô de duas bisnetas.
No dia 28 de agosto, no alto de um morro do bairro Wunderwald, a parteira foi levada por bois até a casa onde Lourenço Frahm estava nascendo. Hoje, com 82 anos, pai de seis filhas, avô de 13 netos, sendo cinco meninas e oito meninos, e bisavô de duas bisnetas, Frahm recorda dos tempos em casa era cheia de filhas, “Era uma alegria, éramos muito unidos. E hoje em dia ainda somos assim, não tem um domingo que não tem uma delas aqui”, afirma Lourenço.
Desde os 14 anos trabalhou na Porcelana Schmidt, aos 22 anos se casou com Edith, e teve a primeira das seis filhas, Iracy, em 1958. Trabalhou na instaladora Pomerode, na qual se aposentou, durante anos garantindo o sustento da família. Após Iracy, um ano depois, em 1959, a segunda filha, Eliane, nasceu. Com poucos anos de diferença, nasceram Iracema, em 1962, Ligiane, 1966, Cristina 1968 e a caçula da família, Marina, em 1979. Edith, trabalhou durante três anos na Porcelana Schmidt, após ser mãe, se dedicou integralmente as filhas, tarefa que segundo Lourenço foi exercida com êxito. “Me recordo que as meninas andavam cerca de 6 a 7 km para ir à escola, e naquela época a estrada não era asfaltada que nem hoje”, explica Frahm, sobre como era incentivado dentro de casa que as meninas estudassem.
Lourenço ainda conta sobre as expectativas para a chegada de Marina. O médico sempre brincava com a quantidade de filhas que ele tinha e afirmava que depois de tantas meninas, a próxima criança seria um menino. Durante a gravidez de Marina, as expectativas eram as maiores, tanto que o quarto e a decoração, roupinhas, banheira e etc., eram da cor azul. O pai também recorda de momentos difíceis. Ainda com Marina na barriga, Edith e Lourenço fizeram exames, que comprovaram a incompatibilidade do sangue de ambos. A medicina garantia que a criança tinha chance de nascer com alguma deficiência. Com Edith preocupada, Lourenço permaneceu confiante de que a criança iria nascer com saúde, pois nenhuma das outras cinco filhas tinha qualquer problema. A criança nasceu bem, como todas as outras filhas.
Uma recordação muito importante foi quando completou 80 anos, em que a família esteve totalmente reunida para a comemoração. Marina, a filha caçula, explica que a festa era surpresa. “íamos levar o pai para jantar fora, mas na verdade, a festa foi organizada e quando ele chegou no local teve a família toda o esperando”.
Seu Frahm gosta de manter a cabeça ocupada e alega que a aposentadoria não é motivo para parar. É leitor fiel do Jornal, e não perde uma edição. Gosta de caminhar, de manhã geralmente faz uma caminhada na Rua Tiroleses. Nos fundos da casa, uma horta, na qual dedica seu tempo e carinho para cuidar, alguns dos alimentos são para consumo próprio e outros para a família das filhas. Mas para ele, nada igual a ter a casa cheia e a família reunida. No Dia dos Pais a casa fica pequena e do jeitinho que ele gosta.