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Stan Lee, criador da Marvel, morre aos 95 anos

O quadrinista foi responsável pela criação de super-heróis muito famosos, como Homem-Aranha, Thor e outros. Lee passou mal em sua residência, na cidade Los Angeles, e foi levado ao hospital, onde morreu. O roterista sofria de pneumonia e problemas nos olhos

14 de novembro de 2018

Há quem diga que o herói era ele. Roterista e editor da Marvel Comics, Stanley Martin Lieber, ou Stan Lee,   como era carinhosamente conhecido, o responsável pela criação de diversos personagens que conquistaram o coração de uma legião de fãs no mundo inteiro, morreu nesta última segunda-feira, dia 12. A notícia surpreendeu fãs e artistas, que lamentaram a perda. 

De acordo com o portal G1, Lee passou mal em sua residência, na cidade Los Angeles, e foi levado ao hospital, onde morreu. O roterista sofria de pneumonia e problemas nos olhos.

O presidente da Marvel, Kevin Feige, em entrevista ao The Hollywood Reporter, falou sobre o falecimento do ícone e  se comprometeu com uma homenagem da parte dos estúdios a Stan Lee. 

Na ocasião, Feige, ainda aproveitou para falar sobre sua experiência de trabalho com Lee e a ligação que recebeu para trabalhar na Marvel. “‘Destemido Feige! Destemido Feige, aqui é Stan Lee.’ Era só uma mensagem de voz, ele precisava de alguma coisa, mas eu pensei ‘Eu acho que Stan Lee me deu um apelido.’ Isso foi incrível”, disse o presidente. 

Ainda segundo a entrevista, Feige e Lee teriam se encontrado, pela primeira vez, no set de filmagens de X-Men. 

Ao fim da declaração, o presidente encerrou reafirmando sua admiração e que não esperava o falecimento. “Ele era um homem de 95 anos, eu sou realista, mas ele também era o Stan Lee. Ele era uma lenda mitológica que tinha mais energia que eu, desde o primeiro dia que conheci ele. Parte de mim sempre pensou que ele viveria para sempre”, relata Feige. 

Criações 

Criador de alguns do mais importantes personagens da Marvel e considerado como um dos mais importantes ícones da cultura pop mundial, com o pseudônimo de Stan Lee, começou a trabalhar com HQ’s em 1939, ao ser contratado por John Goodman, fundador da Timely Publications e primo de sua esposa, Joan.

Já no ano1961, transformou a antiga Atlas Comics, e depois, Marvel Comics, na maior editora de quadrinhos do mundo. 

Dente suas criações, um dos mais queridos por ele é o Homem-Aranha. O próprio Stan, que demonstrava favoristimo pelo personagem, dizia que as pessoas gostavam dele pelo uniforme, que escondia sua real identidade e poderia representar qualquer pessoa. 

Além desse, o tão aclamado Quarteto Fantástico, que colocou o conceito de um grupo de super-seres da Marvel no radar de todas as editoras da época, que queriam fazer um grupo em seus quadrinhos. 

Outro “grupo” que Lee ajudou a criar foi os Vingadores e os X-Men. 

O Hulk foi uma de suas principais co-criações. O personagem se tornou muncialmente conhecido por sua forma, força e história, fazendo sucesso em todo o mercado de quadrinhos. O que muita gente não sabe, é que a história foi baseada no conto do “Médico e o Monstro”. 

Além de heróis, Stan também contribuiu com na criação de vilões, como Galactus, um dos principais, o devorador de planetas e mestre do Surfista Prateado.

O Doutor Destino, ou Victor Von Doom, não pode ser deixado de fora de sua lista de criações. Para o criador,  Doom não era bem um vilão, mas sim, alguém que achava que poderia fazer do mundo um lugar melhor. Só que para cumpir essa missão, teria que conquistar todo o domínio do mundo. 

Sensibilidade 

As obras de Stan Lee, além de super poderes, carregavam, também, um senso crítico quanto ao mundo e as situações que o rodeavam, sempre se posicionando em defesa das minorias. 

Um exemplo é retratado em X-Men, por exemplo, na questão de discriminação, assim com em Pantera Negra,  por ser um herói negro, aumentando a representatividade e diversidade.

Para a estudante Camila Ebele, amante de filmes de heróis, a perda de Lee é irreparavél. “Ele tinha toda uma visão da personalidade dos heróis, por mais que mudaram e se adaptaram ao longo dos anos, os personagens nunca perderam sua essência, que era algo que ele deu”,  afirma. 

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