Revista JP

Pedra na vesícula: um problema recorrente, com uma solução simples

Cirurgião explica como a doença surge e quais os meios para trata-la

3 de agosto de 2019

Quem já passou pelo incômodo de ter uma pedra na vesícula, sabe o quanto o problema de saúde pode trazer transtornos para quem o desenvolve. A doença ocorre quando há a formação de cálculos (pedras) na vesícula biliar, constituídos por fragmentos do suco biliar (bile).

Em Pomerode, pedra na vesícula pode ser considerada uma doença comum e, todos os dias, casos deste tipo são atendidos no Hospital e Maternidade Rio do Testo. De acordo com o cirurgião geral Gilberto Nicocelli, que atende a diversos tipos de casos, intervenções cirúrgicas representam 50% a 60% de seus atendimentos.

 

(Foto: Divulgação)

Conhecida no meio científico como Colelitíase, a doença tem como perfil de risco mulheres que tenham cerca de 40 anos, com quadro de sobrepeso ou obesidade, ou então pessoas que tenham um histórico familiar com o problema de saúde. Porém, vale ressaltar que estes são apenas fatores de risco para o desenvolvimento de pedra na vesícula, ou seja, qualquer pessoa pode desenvolver o quadro.

“A colelitíase, ou pedra na vesícula, pode ser assintomática, ou seja, o paciente pode ter o problema sem saber de sua existência, até que os sintomas de manifestem. O principal deles é a dor, que se manifesta de forma aguda, abaixo da costela, no lado direito do corpo. Na maior parte dos casos, a colelitíase está relacionada à alimentação com muita gordura”, explica o cirurgião geral, Gilberto Nicocelli.

 

(Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

A dor surge quando o cálculo formado faz o movimento de sair do corpo por meio do canal da vesícula, mas acaba ficando preso, gerando, assim, a dor. A principal forma de tratamento do problema de saúde é por meio da intervenção cirúrgica.

“A inflamação da vesícula, que ocorre quando há esse movimento do cálculo, é passível de internação, começando pelo tratamento com antibióticos e depois indo para a indicação cirúrgica. No procedimento cirúrgico, é retirada toda a vesícula, feita a ligação do canal que conecta a vesícula ao canal principal, chamado colédoco, que conduz a bile ao intestino, então o paciente pode viver sem a vesícula sem complicações”, esclarece Nicocelli.

Caso o problema não seja tratado o quanto antes, o quadro pode evoluir para uma pancreatite, uma inflamação no pâncreas, órgão responsável por fazer a digestão das gorduras e carboidratos que ingerimos, usando o suco pancreático.

“No início, fazemos o tratamento dos sintomas, principalmente a dor, para amenizá-la. Mas o cirurgião deve ser procurado o quanto antes, para que o quadro não sofra complicações. Hoje, não há outro tratamento cientificamente comprovado para a pedra na vesícula, apenas a intervenção cirúrgica”, ressalta o cirurgião geral.

Recebido o diagnóstico, o paciente é internado para aguardar a operação. Há três tipos de cirurgias que podem solucionar o problema de pedra na vesícula: a aberta, que é a mais comum; a videolaparoscópica e a robótica. No Hospital e Maternidade Rio do Testo apenas as duas primeiras modalidades são oferecidas.

A cirurgia videolaparoscópica é a mais vantajosa, entre as duas, mas infelizmente ela ainda não é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), apenas de modo particular ou no convênio. Porém, em outros municípios é possível realizar o procedimento pela rede pública.

“A cirurgia videolaparoscópica tem uma série de vantagens, entre as quais podemos citar a menor chance de infecção e a recuperação mais rápida, diminuindo o período de estadia do paciente no hospital e acelerando sua volta às atividades rotineiras. Mas a própria cirurgia aberta também é bem tranquila, com um período de internação bem curto”, destaca Nicocelli.

 

Serviço

Rua Hermann Weege, 2727, Centro (HMRT)
Contato: (47) 3395-3892 ou (47) 99703-0506

 

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