Dia de quem está em busca da verdade
Neste domingo, dia 07 de abril, é celebrado o Dia do Jornalista. No mundo onde as Fake News começam a predominar, principalmente nas redes sociais, o papel do jornalista se tornou ainda mais fundamental para a busca do que é realmente verdadeiro
Neste domingo, dia 07 de abril, é celebrado o Dia do Jornalista. No mundo onde as Fake News começam a predominar, principalmente nas redes sociais, o papel do jornalista se tornou ainda mais fundamental para a busca do que é realmente verdadeiro. Na prática, a função de um jornalista é sempre correr atrás da verdade, ouvir todos os lados e apurar as informações com precisão, afim de passar o fato correto ao telespectador, ouvinte, leitor ou internauta.
Mas é na internet que as notícias falsas circulam com mais facilidade. Com a tecnologia cada vez mais acessível, as informações também passaram a rodar com mais frequência, porém, nem todas tem o mesmo objetivo, que é passar a verdade ao remetente. Redes de notícias falsas foram criadas apenas para criar boatos e inverdades, afim de enganar quem recebe o fato e, com isso, acabam monetizando esse tipo de serviço, ou seja, ganham dinheiro espalhando informações desnecessárias e que não condizem com a realidade.
Vamos usar exemplos de acontecimentos registrados para realizar um comparativo. Em 2008, após a grande enchente que atingiu Blumenau e outros municípios, que deixou vários mortos e desabrigados, de acordo com relatos que quem vivenciou a tragédia climática, tanto na mídia, quanto os órgãos de resgate, afirmam que o índice de notícias falsas era praticamente inexistente e que boatos não foram levantados durante aquela ocasião. Já em 2017, quando uma pequena enchente atingiu o Vale do Itajaí, a situação foi totalmente diferente. Em José Boiteux, município do Alto Vale, circulou um áudio que supostamente seria de um diretor da Defesa Civil da cidade, alertando sobre o rompimento da barragem da cidade, que poderia ocorrer a qualquer momento e ocasionaria uma das maiores cheias que Santa Catarina poderia ter passado. Porém, após checagens e apuração das informações, foi constatado que a mesma era falsa. O boato assustou a comunidade local que ficou preocupada com as informações.
Um caso que chamou bastante a atenção aconteceu em 2014. Em Guarujá, São Paulo, uma mulher foi morta após ser confundida com uma suposta moça que praticava atos de bruxaria e usava crianças para praticar os rituais. Tudo começou quando um retrato falado dessa suspeita foi compartilhado por uma página da cidade. Após dezenas de compartilhamentos, Fabiane Maria de Jesus foi arrastada e violentamente agredida em uma periferia da cidade, ato que durou cerca de três horas. Ela acabou sendo resgatada, mas morreu logo após. Esse retrato falado já havia sido compartilhado, em outras ocasiões, desde 2012, no Rio de Janeiro e no Paraná.
Um levantamento recente produzido pelo laboratório de cibersegurança da PSafe — aponta que, puxados pelas regiões Sudeste e Nordeste, os casos de fake news detectados pela empresa no Brasil aumentaram em 51,7% neste segundo trimestre em relação ao primeiro. Estamos falando de 4,4 milhões de casos de notícias falsas sendo compartilhadas em um período altamente volátil, dada a iminência das eleições presidenciais de outubro deste ano.
O laboratório aponta como fator desse aumento de casos detectados a evolução na “qualidade” das fake news. Antigamente, textos continham erros ortográficos e de concordância bastante claros, ou o design da página hospedada era “quebrado” ou copiado de sites oficiais, mas com URL adulterada. Esses ainda são sinais que devem ser buscados, mas sem deixar de incorporar no seu arsenal de atenção as recomendações básicas de reconhecimento de fonte.
É por isso que o Jornal de Pomerode, com quase 20 anos de história, preza a credibilidade e a busca pela verdade. Portanto, sempre verifique a origem da informação antes de compartilhá-la. Você pode estar evitando que um boato se generalize.