Crianças com dificuldades escolares
Em 2011, apenas 26% dos brasileiros de 15 anos de idade ou mais eram alfabetizados em nível pleno, isto é, aqueles que lêem textos mais longos, analisando e relacionando suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam interferências e sínteses.
Embora o acesso brasileiro à educação formal tenha apresentado progressos evidentes, ainda existem desafios relacionados à superação de desigualdades, à garantia de permanência na escola, à reeducação da defasagem ou ao atraso escolar e analfabetismo funcional.
Em 2011, apenas 26% dos brasileiros de 15 anos de idade ou mais eram alfabetizados em nível pleno, isto é, aqueles que lêem textos mais longos, analisando e relacionando suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam interferências e sínteses.
É uma queixa comum em consultórios pediátricos, a questão: “meu filho não aprende” ou “meu filho é desatento e não para quieto. Faz-se necessário, portanto, refletir sobre o papel do pediatra, seus limites e suas possibilidades para recuperar a integralidade da atenção da criança e do adolescente, além de contribuir para a busca de soluções para esse problema.
Esta abordagem da queixa de que “meu filho não aprende” deve sempre envolver a abordagem do pediatra, do psicólogo e fonoaudiólogo. O pediatra tem uma responsabilidade, como médico e cidadão, de atuar em defesa dos direitos da criança, o que inclui o direito à proteção integral, ao desenvolvimento global, à educação e a assistência à saúde. Escola, família e outras instituições sociais também desempenham papeis importantes na promoção da saúde e do desenvolvimento pessoal e social.
Dessa forma, cada criança pode ser respeitada em suas características e habilidades, de modo a promover seu sucesso escolar e sua inclusão social. Quando se tem a queixa de que “meu filho não aprende” ou “é desatento, hiperativo”, visualiza-se logo um quadro de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDHA).
O TDHA é um transtorno mental crônico, multifatorial, neurobiológico, de alta frequência e grande impacto sobre o portador, sua família e a sociedade, sendo caracterizado por dificuldade de atenção, hiperatividade e impulsividade, que pode combinar-se em graus variáveis, tendo início na primeira infância, e podendo persistir até a idade adulta.
Na próxima edição do jornal, vamos abordar esse assunto na sua íntegra, como etiologia, clínica e tratamento.