Revista JP

Jejum intermitente: dá certo?

O jejum é uma prática milenar, geralmente vinculada ao aspecto religioso. Se este é o seu caso, fique tranquilo, não há problema algum com isso. Agora, o que precisamos é compreender melhor a real necessidade de se praticar o jejum intermitente como está se fazendo

30 de abril de 2019

O jejum é uma prática milenar, geralmente vinculada ao aspecto religioso. Se este é o seu caso, fique tranquilo, não há problema algum com isso. Agora, o que precisamos é compreender melhor a real necessidade de se praticar o jejum intermitente como está se fazendo. Homens e mulheres estão ficando 16h, 18h ou até mais horas em jejum, com a justificativa de melhorar seus níveis de peso, insulina, bem-estar e longevidade.

Infelizmente, muitos profissionais, médicos e nutricionistas estão propagando esta prática sem a devida capacidade de analisar todo o contexto do seu paciente.

Por que não fazer? Simples. Os estudos são insuficientes, falta embasamento científico para a prescrição terapêutica em humanos. A exemplo, o estudo ganhador do Prêmio Nobel de Medicina foi realizado com células e placas de levedura, outros estudos em ratos e alguns em humanos, porém baseados no jejum religioso, o que não tem nada a ver com o que está se fazendo atualmente.

Outra consideração importante está na forte tendência de uma pessoa que faz jejum intermitente sofrer de algum transtorno alimentar. A compulsão alimentar é um deles, caracterizada pelo consumo de grande quantidade de alimentos em um intervalo curto de tempo.

Mas porque algumas pessoas tem resultados positivos no emagrecimento? Normalmente essas pessoas tinham uma alimentação desequilibrada e ao fazer o jejum intermitente, passaram para uma restrição de vários alimentos, além de reduzir o consumo de calorias. Assim o resultado vem! O que entender disso? O emagrecimento foi devido às mudanças na qualidade e quantidade de alimentos e não ao fracionamento ou tempo em jejum. Simples assim.

Para finalizar, quero que você leitor(a) reflita. Estou respeitando meu corpo? Respeitando a minha fome e saciedade? Quais sentimentos estão envolvidos?
Pense nisso, decida o melhor a se fazer e procure profissionais que possam realmente te ajudar.

 

Grande abraço,

Dr Geliandro Ribeiro
Nutricionista – CRN10 2288

Notícias relacionadas