Revista JP

Consumir sem sair do conforto da sua casa

E-commerce é uma das modalidades que mais cresceu nos últimos anos e, no Dia do Consumidor, saiba como garantir a sua segurança na hora de comprar em lojas online

16 de março de 2019

Pouco se fala a respeito desta data comemorativa e ela, normalmente, é lembrada como um dia em que estabelecimentos comerciais organizam promoções especiais, visando atrair a atenção do homenageado nesta data. Estamos falando sobre o Dia do Consumidor, comemorado em 15 de março.

A data começou a ganhar notoriedade em 1962, quando o então presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, instituiu o Dia Mundial dos Direitos do Consumidor. O objetivo era oferecer proteção aos interesses dos consumidores. 23 anos depois, o decreto de Kennedy, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) adotou os Direitos do Consumidor como Diretrizes das Nações Unidas, dando, assim, legitimidade e reconhecimento internacional para essa data.

Ao longo dos anos e das décadas, muito se evoluiu em relação aos Direitos do Consumidor, que também foi mudando a sua forma de consumir. Tanto que, hoje, um dos modelos de comércio que mais cresce, em todo o mundo, é o e-commerce, ou comércio digital.

A Nuvem Shop, plataforma de e-commerce que engloba mais de 18 mil lojas online ativas, fez um estudo no ano passado baseado no comportamento de mais de um milhão de consumidores. Os clientes destas lojas realizadas mais de 120 milhões de visitas nestes e-commerces, e o resultado é bastante claro quanto aos caminhos do mercado.

O grande crescimento do uso de smartphones ao redor do mundo, impactou diretamente na forma de consumir. Esta tendência, afeta diretamente os e-commerces, que precisam se adaptar aos modos de consumo atuais. Tendo como exemplo os estabelecimentos da Nuvem Shop, não há mais lojas que realizam vendas exclusivamente via desktop.

Porém, o oposto tem acontecido. A pesquisa apontou que 14% das lojas da plataforma concretizaram mais de 80% de suas vendas, por meio de um dispositivo móvel.

E-commerce no Brasil

Segundo o portal E-Commerce News, o comércio eletrônico brasileiro permanece com enorme potencial para os próximos três anos, podendo chegar a um faturamento de R$ 146,96 bilhões, pelas estimativas, de acordo com o Relatório Global de Pagamentos 2018 da Worldpay Inc.

Já de acordo com o portal e-commerce Brasil, esta modalidade de consumo, no ano de 2017, teve um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Estes dados são apontados pelo estudo o E-commerce Radar 2017, feito pelo Atlas, que atua com análise de dados, contando com o apoio da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Em relação ao número de consumidores que optam por esta modalidade, o radar Webshoppers relata que a quantidade de consumidores ativos no país passou de 47,93 milhões em 2016, para mais de 55 milhões no ano seguinte, representando uma alta de, aproximadamente, 15%. Os clientes considerados ativos são aqueles que realizaram, ao menos, uma compra digital no ano.

Segurança no e-commerce

As compras on-line caíram tanto no gosto do brasileiro que o setor de e-commerce cresce a taxas impressionantes, ano após ano. Só em 2017, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor faturou R$ 59,9 bilhões e teve um crescimento de 12% em comparação a 2016. Para este ano, a expectativa é ainda melhor, com cifras na casa de quase R$ 70 bilhões (15% a mais).

Diversos estudos apontam o Brasil como um dos países líderes em golpes pela internet. Um relatório publicado pela Norton, empresa de cibersegurança, apontou que o nosso País sofreu prejuízos de quase US$ 22 bilhões (mais de R$ 80 bi) por conta de crimes cibernéticos só em 2017 – incluindo fraudes contra clientes, lojas virtuais, instituições financeiras.

No entanto, para que o cliente possa disfrutar ao máximo os muitos benefícios do e-commerce, a Konduto, empresa especialista no combate à fraude on-line, listou sete dicas para ajudar os consumidores a comprarem com segurança e evitar as armadilhas feitas por criminosos digitais.

Reputação da loja: Consulte a reputação do e-commerce em sites como o Reclame Aqui e procure comentários sobre ele nas redes sociais. E-commerces que não têm uma boa reputação nessas páginas devem ser evitados;

Informações básicas: Verifique se o e-commerce possui razão social, CNPJ e se a empresa informa endereço físico e telefone de contato, caso haja algum problema na entrega;

Formas de pagamento: Desconfie de lojas que disponibilizam unicamente boleto bancário como forma de pagamento e não permitem pagamentos por cartão de crédito. E-commerces precisam cumprir uma série de exigências legais para poderem receber transações por cartão, um processo que seria extremamente oneroso para um fraudador. Além disso, o cartão de crédito é sempre muito mais seguro e, em caso de fraude, o cliente tem o respaldo legal para pedir o ressarcimento do valor;

Medidas de segurança: O consumidor precisa tomar cuidado com e-mails falsos (phishing), manter um antivírus sempre atualizado no computador e no smartphone e nunca enviar dados sensíveis de cartão de crédito (número, código CVV e validade) por e-mail, chat ou mensagem de texto;

Desconfie de promoções “imperdíveis”: Encontrou algum desconto imperdível, como por exemplo uma passagem aérea para uma data próxima com 80% de desconto, ou então, um smartphone recém lançado pela metade do preço? Cuidado! Criminosos utilizam estas “vantagens incríveis” como chamariz para atrair o consumidor desatento;

Conexão segura: Um requisito básico para lojas virtuais idôneas é a utilização de um certificado de segurança SSL (Secure Socket Layer, em inglês), que criptografa toda a comunicação entre usuário e site. Mas atenção! Sites falsos também podem ter HTTPS no endereço eletrônico. O fato de o site não ter SSL acende uma luz vermelha, mas o fato de ele ter o HTTPS não significa necessariamente que ele é idôneo;

Comentários de clientes: Os chamados reviews, comentários postados sobre um determinado produto ou loja, são muito importantes para garantir que comprar naquele e-commerce é seguro. Verificar se há informações sobre entregas, qualidade do produto e atendimento é essencial para saber se a loja cumpre com aquilo que promete.

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