Uma nova visão de Cusco, Machu Picchu e Vale Sagrado
Viajamos ao Peru em um grupo de 22 pessoas, todas muito sintonizadas energeticamente, e com o objetivo em comum de vivenciar momentos mágicos numa terra sagrada, de cultura milenar e de uma população com elevado nível espiritual, especialmente no interior do país.
Viajamos ao Peru em um grupo de 22 pessoas, todas muito sintonizadas energeticamente, e com o objetivo em comum de vivenciar momentos mágicos numa terra sagrada, de cultura milenar e de uma população com elevado nível espiritual, especialmente no interior do país.
Após a chegada movimentada em Cusco, houve muita turbulência momentos antes de pousar a aeronave. Tivemos uma tarde e uma noite de descanso para nos acostumar aos 3.400m de altitude da cidade.
No dia seguinte, sairíamos para o primeiro passeio em busca do conhecimento da civilização Inca. E de tão imensa a energia do grupo, até nosso guia estava também completamente sintonizado conosco.
Cusco, Machu Picchu e o Vale Sagrado foram os locais onde pudemos sentir e aprender sobre os costumes em crenças dos antigos povos Incas, e sua incrível sabedoria de mais de 500 anos e sem ter a língua escrita ou sequer a roda.
Antes mesmo de viajar, algo que me chamou a atenção é que lá, desde pequenos, possuem o conhecimento de sua cultura, respeito e amor pelos ancestrais, algo muito esquecido no mundo moderno.
Os povos andinos mantêm sua tradição viva, mostrando-nos que é possível estabelecer uma relação direta com as forças naturais e os diversos mundos que nos rodeiam.
A mãe natureza (Pachamama) é amada e venerada. Eles têm muita gratidão pela terra e pelos astros, principalmente o Sol, – para eles, o Deus Supremo. Os Incas dedicavam a este astro festas, rituais e templos que se espalharam por todo seu império. A população até hoje comemora a Festa do Sol (Inti Raymi), todo ano em junho, onde se reúnem camponeses, turistas e a população local numa linda festa em homenagem ao (Deus) Sol.
Lá pelo terceiro dia de passeio, alguém comentou sobre a pobreza que observamos em alguns locais onde passamos. O guia então, esclareceu. As palavras dele, foram mais ou menos assim:
“Não somos pobres. Nossas casas são simples, as construímos sozinhos, com uma argamassa que nós mesmos fabricamos, com terra e capim. São casas simples, mas boas pra morar. Temos como tirar o sustento da terra, temos o sol, a lua, água e nossa família. Não precisamos de smartphones, ou tablets, nem sequer Facebook. Isso não nos tornaria ricos.”
E ainda completou: “Muitas pessoas acreditam que o conhecimento está na cabeça; mas a verdadeira sabedoria, vem do coração.”
Aqui não conseguimos descrever tudo que vivenciamos na viagem e tampouco como nosso guia a tornou ainda mais incrível, intelectual e espiritualmente. Mas é possível deixar um pouquinho do sentimento do que é este lugar com seu povo, ao mesmo tempo, tão simples e tão evoluído, nos ensinando a enxergar que o essencial está ao nosso alcance e é realmente muito simples.