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Meia boca – Coluna da CLiP

Leia a coluna da CLiP Mulher, desta semana

9 de setembro de 2022

Foto: Envato Elements

É sabido que não há o menor problema em não ser sabido em absolutamente nada na vida – e está tudo bem! Mesmo que esse “tudo bem” soe falso, especialmente para o mercado de trabalho.

Cá para nós! O que se vê a torto e a direito é a naturalização do erro, a banalização do imperfeito.

Tudo parece ser “de boas”, mas o efeito prático disso, a gente vive na pele quando passa sufoco diante de alguma necessidade não atendida. Nessa hora, no momento da urgência, nada mais parece ser assim tão de boa.

A gente quer o certo ou alguém que saiba fazer o uso correto daquilo que aprendeu.

Bom, eu não pensaria diferente disso em um atendimento médico, só para começo de conversa.

O que vemos é uma leva de gente descompromissada com o sucesso, seja escolar, profissional ou pessoal. Parece que, para algumas pessoas ser “meia boca” é quase uma regra. Só que isso ninguém fala! Ninguém diz: quero ser meia boca! Na hora do vamos ver, o sujeito vai lá e faz tudo de forma medíocre, então, sugere-se que assim o faça pela força do hábito ou pela força do ódio, não é mesmo?

Isso é algo que a gente logo percebe, porque não existe entusiasmo ou alguma outra força impulsionadora como o amor ou o prazer que possa ser vista a quem oferece apenas o satisfatório.

Daí vai reclamar da vida, a vida inteira! Irá dizer que faltaram oportunidades, sorte, amigos ou dinheiro.

É ou, não é? Vai dizer que você não conhece ninguém “meia boca”? Duvido! Você mesmo deve ter lembrado de pelo menos uma dúzia de pessoas assim. Afinal, eles estão entre nós.

O problema é que essa sociedade é autorregulada, ou seja, faz parecer você o chato da vez, aquele Ser descontente que sempre tem algum porém.

É bem verdade que errar é humano e que é errando que se aprende, mas isso para algumas pessoas é a justificativa perfeita para você, obrigatoriamente, ter que fazer vista grossa e não ser desagradável.

Gente, desculpa, mas eu preciso abrir um parêntese agora: situações limítrofes geram movimentos de retorno e eu não estou interessada em dar voltas e voltas em busca do meu próprio rabo.

Cachorros loucos somos todos! Alguns bons cães, outros apenas “meia boca”.

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