Calçadas
Apesar das calçadas fazerem parte de uma área pública, é o proprietário quem deve executá-la e mantê-la
Apesar de nosso foco para a decoração ser centrado nos ambientes internos da casa, pensar na área externa também é importante. As fachadas, jardins e muros tem papel importante no contexto visual, valorizando nosso imóvel. Apesar das calçadas fazerem parte de uma área pública, é o proprietário quem deve executá-la e mantê-la, por isso hoje te darei dicas para sair do óbvio e reformular sua calçada.
Cada cidade possui seu Plano Diretor ou Código de Obras, que nos dá os parâmetros de largura das calçadas de acordo com a zona urbanística em que seu imóvel estará inserido. Além disso é necessário analisar as normas de acessibilidade de acordo com as ABNT´s correspondentes para esse tipo de obra. As calçadas são divididas em 3 partes: Faixa de serviço serve para acomodar mobiliário urbano, canteiro, árvores, rampas de acesso, postes e sinalizações e deve ter largura mínima de 70cm Faixa livre ou passeio deve ter no mínimo 120cm de largura e se trata da faixa de circulação de pedestres em si, e não deve conter interrupções e Faixa de acesso que apenas pode existir em calçadas com mais de 200cm, pois são as áreas que fazem a transição para os lotes particulares, porém, sempre observando as normas de cada cidade.
Assim que analisadas essas regras de dimensionamento, é possível projetar o desenho da sua calçada, atentando para as questões de acesso de veículos e pedestres e a colocação de canteiros e árvores. A utilização de áreas verdes ajuda a manter um visual mais sustentável, humanizado e natural e ainda deixa sua fachada mais bonita. Porém, é preciso também analisar o tipo de vegetação a ser colocada nessas áreas, para que elas não avancem sobre a faixa livre de circulação ou não estraguem o piso da calçada devido as raízes.
As calçadas também devem obedecer a uma inclinação máxima permitida e não podem ter degraus ou obstáculos. Em relação ao tipo de pavimentação a ser utilizada, é preciso analisar as normas de acessibilidade, atentando para materiais que não sejam escorregadios e que possibilitem a passagem de pessoas com mobilidade reduzida ou cadeirantes. O uso de paver vem sendo bastante comum, em função de suas características drenantes, de fácil instalação e regularidade de nível. Porém, é possível utilizar revestimentos como pedras naturais, pisos de concreto, tijolos, argamassas com pedriscos ou quartzo ou outro material que possua os critérios de segurança e beleza ao mesmo tempo. Nos últimos anos, o uso de piso tátil passou a ser necessário em qualquer tipo de pavimento de calçada por questões normativas, e eles devem seguir os padrões da ABNT em relação a dimensão, relevo e posicionamento.
Para quem ainda não possui o piso tátil na sua calçada, a colocação é simples e rápida e você ainda estará ajudando a cidade a ser mais acessível para todos. A contratação de um profissional da área é imprescindível para a realização de uma calçada que possa atender as normas, que seja segura e ainda assim, trazer beleza e natureza para a fachada do seu imóvel. Na próxima matéria continuaremos falando sobre calçadas, com o tema Jardins de chuva… você conhece? Mãos à obra!
Por Cristina Fausel, arquiteta e designer de interiores