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Um amor que ultrapassa qualquer distância

Pomerodense relata experiência de ter a filha morando a quase cinco mil quilômetros de distância

8 de maio de 2022

Foto: Arquivo pessoal

Toda mãe sente o coração apertar quando precisa estar longe dos filhos. E quando essa distância é de quase cinco mil quilômetros, dá para imaginar como a saudade e a preocupação crescem exponencialmente, como é o caso de Rosaléte Siewerdt Dahlke, mãe de Paôla Fernanda Dahlke, que hoje mora e trabalha em Boa Vista (RR).

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Até a capital do estado do Norte do país, são exatamente 4.960 quilômetros e, devido à distância, os encontros tornam-se raros durante o ano. Durante toda a sua vida, Paôla morou com os pais, em Pomerode, mas, em agosto de 2020, ela decidiu buscar novos horizontes e foi morar em Natal (RN).

Antes disso, segundo Rosaléte, o máximo de tempo que Paôla ficou fora de casa, foi um período de 10 dias, quando viajou com o grupo folclórico, e em outras viagens mais curtas. Por isso, quando a mudança para o outro extremo do país aconteceu, Rosaléte sentiu a ausência da filha.

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“A primeira semana parecia que tinha saído de férias, a gente não quer acreditar o que está acontecendo, mas quando o tempo vai passando, a ficha vai caindo, mas custa a gente acreditar”, comenta.

Rosaléte pôde reencontrar a filha neste ano, em Roraima. (Foto: Arquivo pessoal)

 

A mudança de Paôla para o Rio Grande do Norte foi a realização de um plano que a jovem já tinha e, por isso, a mãe já começava a se preparar para a chegada deste momento. E hoje, com mais de um ano morando longe da filha, Rosaléte faz questão de conversar com ela todos os dias.

“Na verdade já estávamos preparados que isso ia acontecer, só não imaginávamos que ia ser para tão longe, pois o projeto de vida dela era estudar e trabalhar em outra cidade, por não ter as mesmas oportunidades em nossa cidade. Costumamos conversar diariamente pelo WhatsApp, fora as chamadas de vídeo, essas geralmente acontecem de dois em dois dias”, comenta.

A primeira visita à filha, depois da mudança ocorreu no final de outubro de 2020 em depois, a família ficou cerca de 10 meses sem se encontrar pessoalmente. Neste ano, Rosaléte, o marido e o filho mais novo, foram a Boa Vista, onde Paôla reside desde janeiro deste ano, no mês de abril, para mais uma visita.

Foto: Arquivo pessoal

 

“Ela se mudou durante a pandemia, isso só fez nossa preocupação aumentar, foram muitos medos e insegurança. Tanto que ela teve Covid quando morava em Natal, e uma semana depois, nós em Pomerode estávamos infectados, mas graças à Deus transcorreu tudo bem, todos se curaram sem precisar de internação”, acrescenta Rosaléte.

Mesmo com a grande distância, Rosaléte não esconde o orgulho que sente da filha, por estar trilhando os próprios caminhos, algo que ela sempre incentivou. “Sempre deixei os meu filhos fazerem as suas próprias escolhas, qual curso estudar, qual o emprego, e nunca economizei quando se tratava de estudos, não medi esforços e dei a eles e continuo dando o que está ao meu alcance. Coração de mãe sempre fica apertado, mas tem dias que fica ainda pior, vou no quarto dela, choro, mas tem dias que de novo melhora. O fato de saber que ela está bem, realizada, fazendo o que ama, apaga toda essa dor e quando nos encontramos curtimos muito”, enaltece.

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