Testo Central tem aumento no número de roubos
O relógio marcava cerca de 22h25min da noite de terça-feira, 16 de maio. Uma jovem, de 16 anos, e mais cinco pessoas estavam no ponto próximo à Escola Olavo Bilac, após o término da aula. Eles esperavam o ônibus para retornar às casas, que chega por volta das 22h30min, quando o roubo ocorreu.
O relógio marcava cerca de 22h25min da noite de terça-feira, 16 de maio. Uma jovem, de 16 anos, e mais cinco pessoas estavam no ponto próximo à Escola Olavo Bilac, após o término da aula. Eles esperavam o ônibus para retornar às casas, que chega por volta das 22h30min, quando o roubo ocorreu.
A adolescente e uma amiga estavam sentadas bem próximas ao ponto, conversando, quando perceberam a movimentação de um carro. “Primeiro o carro passou em direção a Pomerode, achei meio estranho, pelos ocupantes estarem usando touca, mas pela quantidade de carros que passam pelo local, não dei muita importância. Menos de um minuto depois, o carro parou em frente ao ponto, um homem desceu, puxou uma arma e anunciou o assalto”, relata a jovem.
O homem veio logo para cima das duas adolescentes e apontou a arma na cabeça da colega da estudante, pedindo os celulares delas e das outras pessoas que estavam no ponto. A amiga entregou, mas a jovem havia guardado o celular na bolsa. “Eu olhei para o carro sem ter coragem de olhar na cara dele, não sei se foi muito arriscado ou fiz o certo, mas disse que não levei o celular comigo. O homem não revistou minha bolsa, deixou assim. O outro assaltante que estava no carro, ainda desceu e ajudou a recolher os celulares de todos”.
Terminada a ação, os dois fugiram em direção a Blumenau. A adolescente conta que, depois do ocorrido, ficou com receio de tirar o celular da bolsa e ligar para a polícia. Assim que chegou em casa, após o ocorrido, a jovem conta que tentou ligar para a polícia, mas o telefone estava ocupado.
A diretora levou os policias à escola, que orientaram todos a registrarem o Boletim de Ocorrência, já que sem ele seria difícil fazer algo. Quando a jovem, acompanhada do pai, foi à Delegacia, o local estava fechado. Ela passou, então, as informações sobre o ocorrido a um policial conhecido, através do aplicativo de mensagens WhatsApp.
Foi informado também, pela diretora, que haveria sempre alguém à frente do local até que o ônibus viesse, mas a jovem que estava presente durante um dos assaltos, admite que o medo prevalece. “Todos que estavam ao ponto eram meus conhecidos, sempre nos falamos e nós não sabíamos o que fazer e como agir, até porque foi rápido demais. Depois do que aconteceu eu estou muito assustada, peço sempre ao meu pai para me buscar na escola porque não tenho mais coragem de ficar lá na frente até 22h30min. Todo carro que para ao meu lado, ou no ponto já é motivo de nervosismo”.
Atuação da polícia
A Polícia Militar de Pomerode está trabalhando para oferecer aos moradores daquela localidade mais segurança. Segundo as primeiras informações da investigação, os criminosos que agem em Testo Central são de Blumenau, e vêm para Pomerode praticar o delito, sabendo que o cidadão daqui não está acostumado com violência e, portanto, acaba tomando menos cuidado.
O Tenente Fábio Verdasca de Lucca, comandante do Pelotão da Polícia Militar de Pomerode, afirma que a guarnição está ciente do crescimento do número de ocorrências na região e explica que, em algumas ocasiões, devido à grande área que precisa ser monitorada, os policiais não conseguem chegar às ocorrências mais rápido do que os criminosos conseguem se evadir do local.
“Além disso, temos, ainda, as demandas do trânsito, os acidentes que precisamos estar presentes para fazer o Boletim de Ocorrências, o que acaba nos privando de monitorar e chegar mais rápido a uma ocorrência de roubo, por exemplo”, esclarece.
A PM está dando mais atenção à região e orienta a população a se precaver. “Caso esteja em um ponto de ônibus à noite, evite ficar com celular, ou outros objetos pessoais de valor à mostra, pois assim chamará menos atenção dos criminosos. Quem, mesmo assim, se tornar uma vítima, deve entrar em contato com a Polícia o mais rápido possível, para registrar o Boletim de Ocorrência”, orienta o Tenente.