Reviravolta investigativa
Jose Ady Maria Frotscher Barão foi presa preventivamente na manhã de terça-feira, 26 de abril, após confessar
envolvimento no homicídio de Danys Clay Bugmann
No dia 31 de março, após investigações iniciais, a Polícia Civil de Pomerode encontrou o corpo de Dany Clay Bugman, de 44 anos, vítima de um brutal homicídio na cidade. Neste mesmo dia, Jeremias Conrado Wolter, de 19 anos, confessou o crime, sendo preso e encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau.
A partir de então, as investigações se intensificaram. O delegado da Polícia Civil de Pomerode, Luis Carlos Gross, explica que, durante o inquérito algumas atividades levantaram suspeitas e, com isso, novos depoimentos foram colhidos. “Quando nós descobrimos a autoria deste homicídio, o Jeremias confessou que havia praticado esse crime sozinho para defendê-la e isso foi materializado através do auto de prisão em flagrante. Mas as diligências precisam ser complementadas e as intensificamos, ouvimos outras pessoas, que de alguma maneira estavam envolvidas com eles, os conheciam, e, com os depoimentos dessas pessoas, os ferimentos que o Jeremias apresentou no dia em que ele confessou, não eram compatíveis com a narrativa que ele deu. E, acabamos por descobrir que a Jose, que é a companheira do Jeremias, participou do homicídio, de forma efetiva, com ação. Ou seja, ele imobilizou a Danys e a Jose deu marteladas na vítima, que culminou na morte dele. O Jeremias também praticou atos, mas em conjunto com a Jose”, explica o delegado.
Com a suspeita da participação de Jose Ady Maria Frotscher Barão no crime, a Polícia Civil a interrogou e ela confessou a ação em depoimento. “O conjunto comprobatório era bem grande, nós mostramos isso a ela , que confessou que teria dado mais de 20 marteladas na vítima”, revela.
Diante dos fatos, o mandado de prisão preventivo por conta do homicídio foi deferido na Comarca de Pomerode e, na manhã de terça-feira, 26 de abril, Jose foi presa em Palhoça, onde encontrava-se na casa de conhecidos.
O Delegado explica ainda que a mulher deve ser encaminhada ao Presídio Feminino mais próximo da cidade, que está localizado em Itajaí, onde aguardará pelos trâmites burocráticos.
Relembre o caso – No início da tarde de quinta-feira, 31 de março, iniciou a busca pelo corpo ocultado de Danys Clay Bugmann, 44 anos. Participaram da ação a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Voluntários, o Instituto Geral de Perícias (IGP) e Instituto Médico Legal (IML).
Jeremias indicou uma residência localizada na Rua Norberto Raduenz, no bairro Testo Central, como local onde havia iniciado a discussão com Danys e, então, deixado o corpo em uma vala no mesmo terreno.
Jeremias Conrado Wolter, de 19 anos, é natural de Indaial, mas mora em Pomerode há vários anos. O jovem disse que o assassinato ocorreu em função de uma suposta tentativa de estupro de sua companheira. “Saí de casa para comprar cigarro e quando voltei ele estava com as calças e cueca abaixadas. Aí o peguei no mata leão e fiz a ‘mochilinha”” que aprendi no jiu-jitsu, levei ele pra fora e o desmaiei. Mandei minha mulher para a BR, dar uma volta. Então dei uma martelada nele, pra ele sofrer um pouco. Depois fui com tijolos, peguei facas e dei algumas facadas para não estragar tanto. Aí depois peguei uma coberta, levei o corpo até o valo. Ele tentava levantar, mas eu jogava mais um tijolo para ele desmaiar e quando vi que não valia mais a pena, o arrastei ao valo, joguei gasolina para não ter digitais e coloquei fogo. Não me arrependo, porque é menos um estuprador”, contou.
Jeremias foi indiciado pelo crime de homicídio doloso e ocultação de cadáver.