Polícia conclui inquérito sobre incêndio que vitimou três crianças em Pomerode
O Instituto Geral de Perícias e os Bombeiros entregaram, há cerca de 15 dias, os laudos referentes ao incêndio que tirou a vida de três irmãos pomerodense na manhã de 24 de março. Dois meses depois da tragédia, Polícia Civil conclui inquérito e o encaminha ao Ministério Público.
O Instituto Geral de Perícias e os Bombeiros entregaram, há cerca de 15 dias, os laudos referentes ao incêndio que tirou a vida de três irmãos pomerodense na manhã de 24 de março.
Segundo os laudos, uma “chama aberta” teria provocado o incêndio, sendo descartada a possibilidade de um curto circuito na residência, bem como de algum evento da natureza.
A suspeita inicial de que as chamas teriam iniciado no quarto das crianças também foi confirmada. As conclusões são da Perícia, que encaminhou o laudo à Polícia Civil de Pomerode, que encerrou o inquérito nesta semana.
A “chama aberta”, conforme aponta o laudo, é resultado de ação humana, que pode ser qualificada desde um fogão aceso, até um isqueiro ou vela.
O delegado de Pomerode, Luis Carlos Gross, encerrou as investigações e encaminhou o processo ao Ministério Público. “No entendimento da Polícia Civil, após o recebimento dos laudos e depoimentos de testemunhas e familiares, não há indícios de negligência ou algum outro fato que possa qualificar o crime como criminoso. Os indícios apontam para a versão inicial, a qual uma das crianças estaria brincando com isqueiro, uma vez que há fumantes na família, e teria iniciado as chamas. A jovem chamou pela mãe, mas que, devido à densa fumaça e fogo, não conseguiu resgatar os filhos. Sendo assim, concluímos o inquérito sem inidiciar ninguém. Agora, o processo será encaminhado ao Ministério Público”, conclui.
Relembre o caso
Os irmãos Kamila Eduarda Lach, três anos, Bruno Lach, dois anos, e Rafaela Lach, quatro meses, foram vítimas fatais de um incêndio na residência em que moravam, no Ribeirão Souto, na manhã de 24 de março.
Segundo relatos, as crianças estavam no quarto no momento do incêndio. A mãe estava na cozinha de uma residência anexa à casa, onde moram os avós, e, ao notar o incêndio, tentou salvar os filhos, mas não conseguiu. O pai das vítimas não estava em casa, mas na proximidade e, ao ver as chamas, voltou correndo para prestar socorro, o que também não foi possível.
O fogo se alastrou rapidamente pela casa de madeira, que foi tomada pelas chamas e mais de seis mil litros de água foram necessários para conter o incêndio e efetuar o rescaldo, inclusive, da residência que fica ao lado.
No ano passado, a família perdeu outro filho. O menino foi encontrado morto pelo Samu em seu berço. O socorro foi acionado pela família para atender a criança, mas, ao chegar ao local, o bebê não possuía sinais vitais. O menino era irmão gêmeo de Bruno, que faleceu carbonizado naquela fatídica manhã.