PC desmantela quadrilha especializada em explosão de caixas eletrônicos
Investigação ocorreu em Blumenau, através da DIC e da PM. Acusados foram presos na manhã de sexta-feira, 13 de
maio, e são suspeitos de terem participado de explosão de caixa eletrônico em Testo Central, no início do ano
Policiais Civis de Pomerode participaram de operação que culminou na prisão de integrantes de quadrilha que praticava, em toda a região, crimes, como explosão a caixas eletrônicos, bem como assaltos a empreendimentos comerciais.
Após investigações realizadas pela Divisão de Investigação Criminal da Polícia Civil e Polícia Militar, em Blumenau, cinco mandados de prisão preventiva e outros seis de busca foram cumpridos na manhã de sexta-feira, 13 de maio.
Quatro prisões foram realizadas. Marcos Antônio Telles Lourenço foi preso em Araranguá e está à disposição da justiça naquela Comarca. Em Blumenau, outras três prisões foram efetuadas, nos bairros Escola Agrícola, Itoupava Norte e Ponta Aguda. Lucas de Siqueira, Arnaldo Luciano de Campos e Nelson Gomes Neto, foram capturados em suas residências.
O último integrante da quadrilha investigada, João Álvaro Rossi Jr., vulgo “Boy”, está foragido.
Os homens têm participação confirmada em crimes, como explosões aos caixas eletrônicos em Luiz Alves, e em empresas, como Dudalina e Altenburg. Além destes, a tentativa de assalto ao Big, em Blumenau, e ao furto do malote da empresa de ônibus blumenauense, que continha R$ 100 mil.
Segundo o Delegado Regional da Polícia Civil de Blumenau, Rodrigo Marchetti, as investigações iniciaram após a explosão da agência da Viacredi, em Testo Central. “Em Pomerode, houve a explosão do caixa, mas não houve subtração de valor, apenas uma carga excessiva de explosivo. A partir de então, foram iniciadas as investigações, quando fomos mapeando a quadrilha. O desfecho ocorreu na manhã de sexta, com o cumprimento dos mandados. Agora vamos analisar o que foi coletado para fechar o inquérito em relação à quadrilha”, completa.
O Delegado Bruno Effori ressalta que, no período de investigação, além da identificação dos criminosos, o modus operandi também foi identificado. “Cada um tinha uma atividade específica durante a ação criminosa. Um era responsável pela segurança, outro pela logística. Também havia o explosivista, como chamamos, e o que servia para realizar a segunda, que é dar fuga aos seus integrantes. Com base nesse modus operandi que conseguimos integrar, com provas técnicas, vamos indiciá-los. Já temos cinco inquéritos policiais instaurados e, futuramente, vamos instaurar outros inquéritos para apurar outros crimes”, explica.
Com base nas informações das vítimas, os valores subtraídos pela quadrilha giram em torno de R$ 280 mil.