Segurança

Operação Regalia: 11 agentes penitenciários são presos

A Polícia Civil apresentou ontem, dia 5 de dezembro, ás 15h, na sede do Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis, uma coletiva de imprensa, com os detalhes e resultados da segunda fase da Operação Regalia.

6 de dezembro de 2016

A Polícia Civil apresentou ontem, dia 5 de dezembro, ás 15h, na sede do Diretoria Estadual de Investigações Criminais  (Deic), em Florianópolis, uma coletiva de imprensa, com os detalhes e resultados da segunda fase da Operação Regalia.

A operação ocorreu com apoio do Ministério Público e do Departamento de Administração Prisional do Estado (Deap). Foram cumpridos 40 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão.

A operação ocorreu em 10 cidades catarinenses: Bombinhas, Itapema, Camboriú, Navegantes, Barra Velha, Blumenau, Indaial, Gaspar, Pomerode e Araquari.

A Operação Regalia apura crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção passiva, corrupção ativa, concussão, crime que consiste em um agente público exigir vantagem indevida, para si ou para outros, prevaricação, facilitação de fuga, falsidades, organização criminosa, dentre outros.

Os crimes foram cometidos por agentes públicos, particulares e advogados no Presídio Regional de Blumenau.

Os detidos são acusados de garantir que detentos tivessem acesso a benefícios, como escolha da área em que poderiam trabalhar dentro do presídio, e ainda acesso a drogas e facilitação para fugas da unidade.

No total, são cerca de 70 pessoas indiciadas, sendo que já foram emitidos 40 mandados de prisão preventiva para agentes penitenciários, advogados, empresários, ex-detentos e familiares de detentos localizados em dez cidades.

Entenda a operação

Essa foi a segunda etapa da operação, a primeira foi realizada em 2015 no mês de março. Na ocasião 15 pessoas foram detidas, incluindo o diretor da unidade Elenilton Fernandes.

Todos foram liberados um mês depois. A atual etapa teve início há cinco meses, concentrando as investigações sobre irregularidades ocorridas desde 2014.

Os agentes envolvidos foram transferidos para trabalhar em outras unidades prisionais do Estado. Agora, foram decretadas prisões preventivas, incluindo os suspeitos acusados também na primeira fase.

Dos indiciados, 15 são agentes penitenciários, sendo que 13 tiveram a prisão preventiva decretada. Onze foram detidos nesta segunda-feira e os outros dois ainda estavam foragidos até o final da tarde. Novas diligências continuam em operação.

Em coletiva para imprensa, o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (SJC), Leandro Lima, destacou a importância da parceria com outros órgãos no trabalho realizado. “Desde a primeira fase da operação, foram realizadas intervenções e melhorias no Presídio Regional de Blumenau. Mas é evidente que novas correções são necessárias e vamos fortalecer o trabalho da corregedoria para isso. E para aquilo que a corregedoria esbarrar no limite legal, nós vamos continuar procurando parcerias, como o Ministério Público, para garantir o enfrentamento a esta ameaça de corrupção”, explicou.

Também participaram da coletiva o diretor da Diretoria Estadual de Investigação Criminal (Deic), delegado Adriano Bini, e o promotor de Justiça do Ministério Público, Flávio Duarte, entre outras autoridades.

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