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O talento representado em diversas formas de arte

Pomerodense já realizou projetos com artistas como Vitor Kley e Duca Leindecker

23 de agosto de 2020

Poder trabalhar com o que mais ama e ter talento para tal ação, é uma virtude que merece uma atenção especial. Desde criança, o pomerodense Jefferson Gelezauskas, 37 anos, tem contato com a arte e os rabiscos de giz-de-cera da infância se transformaram em traços que seriam reconhecidos por grandes nomes da música nacional. Hoje, ele é fotógrafo, redator, roteirista, diretor de criação e planner, atuando há 23 anos no ramo artístico. 

Conhecido por Jeff Skas, o pomerodense sempre teve um amor especial por desenhos e, logo cedo, já almejava qual carreira queria seguir no futuro. Aos 12 anos, ia para Blumenau, para fazer cursos de informática no Senac. Na época, utilizava o passe de ônibus que sua mãe ganhava, por ser professora. Aliás, sua mãe, Carmen Gelezauskas, sempre foi uma grande incentivadora. Jeff descia na Avenida Beira-Rio, ia a pé ao curso e ainda esperava por duas horas até começar, já que os horários do transporte coletivo não batiam com os do início da aula.

Quando terminou este curso, conseguiu um emprego em uma escola do Ribeirão Areia, onde cuidava do cadastro dos alunos, emissão de boletim, por dois anos. Seu pai, no começo, tinha receio de que ele pudesse seguir na carreira artística. Porém, em um outro momento, resolveu lhe dar de presente uma caixinha de giz-de-cera, sendo um momento marcante na vida.

 

 

“Um dia, ele chegou de São Paulo e me trouxe uma caixa de giz-de-cera e disse: ‘se é isso que você quer para a sua vida, seja o melhor em o que você pretende fazer’. Aquele giz era bem ruinzinho, não coloriam os papeis, porém, coloriram os meus sonhos de trabalhar com arte. Realmente, foi um momento que me marcou muito na vida”.

O pai de Jeff era amigo de dois publicitários (Alvimar Schwarz e Hans Peder Behling), que mantinham a única agência de propaganda em Pomerode, e conseguiu uma oportunidade para estagiar da empresa e dar início à sua carreira.

“Na primeira turma formada de Publicidade, na Furb, todos eles se tornaram donos de agência e duas dessas pessoas fundaram uma agência chamada Seven, onde eu comecei aos 15 anos. A partir daí, saí da Seven e fiquei procurando outras, enviei vários currículos e entregar a pé, em vários cantos da cidade”, conta. 

O pomerodense iniciou como assistente de arte, foi diretor de arte por longos anos e, a partir de um certo momento, foi agregando outras funções de seu interesse e resolveu estudar fotografia, mesmo sem possuir uma câmera. Em 2000, começou a dar aula em cursos de informática na Cetelbras, tendo seu contato maior com Internet e viu ali, também, uma oportunidade de trabalhar com criação de sites. Como não existia lugar para trabalhar nesta área, resolveu trabalhar sozinho e montar um estúdio. Chamou como sócio, um amigo que era aluno na Cetelbras e que trabalhava como programador, sendo o primeiro trunfo profissional.

 Foi aí que fez contatos importantes, inclusive com o músico Vitor Kley, apresentado por um cliente. A mãe e o irmão viram o seu trabalho, procuraram e falaram que Kley tinha gravado um disco, aos 15 anos, e que a ideia era jogar as músicas na internet, para que todos pudessem ouvir.

 

“Eles me deixaram o disco para ouvir, escutei por alguns dias, liguei para a família do Vitor e convenci eles de que ele poderia ter uma carreira como músico. Foram muitos anos trabalhando juntos. Neste meio tempo, conheceu o Armandinho, que ajudou na produção do disco ‘Luz a Brilhar’ e eu fiz a direção de arte. Neste projeto, ficamos, acredito, sete para oito anos, até que ele assinou contrato com o Midas, lançou a música ‘O Sol’ e se tornou um fenômeno”.

Além de Vitor Kley, Jeff já trabalhou para a banda gaúcha Cidadão Quem, Pouca Vogal (um projeto de Duca Leindecker, vocalista da Cidadão Quem e Humberto Gessinger, do Engenheiros do Hawaii) e outras bandas do Rio Grande do Sul. O cantor Tiago Iorc utilizou fotografias feitas pelo pomerodense em um show realizado em Blumenau, para divulgar a sua turnê pelo Brasil.

Jeff também tem um projeto no Instagram e Facebook, chamado Rua das Tulipas, um perfil que contém poemas, ilustrações e desenhos feitos por ele mesmo. O perfil possui quase  60 mil seguidores, somando as duas redes sociais, e a história de como tudo começou também é marcante para o pomerodense.

“Certo dia, quando eu morava em Brusque, meu apartamento foi tomado pelas chamas após um incêndio e lá tinha todos os meus equipamentos que, em sua grande maioria, sofreram danos severos, causando muitos prejuízos. Consegui recuperar um disco rígido de um notebook que eu não usava muito e quando consegui colocar em outro computador para ver o que tinha, este só possuía uma pasta, que continha o projeto Rua das Tulipas. Então, isto foi uma motivação a mais para que eu pudesse divulgar mais um dos meus trabalhos”, finaliza. 

Site: https://www.aruadastulipas.com.br/

 

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