Segurança

Novo comando

Tenente Tiemann assume e afirma que desafio é grande, mas as perspectivas são as melhores

11 de fevereiro de 2015

A solenidade de passagem de comando ocorreu na tarde de quarta-feira, dia 04 de fevereiro e, desde então, o Pelotão da Polícia Militar de Pomerode está sob o comando do Tenente Cristofer Tiemann.

Com 28 anos de idade, o Tenente já possui um currículo exemplar e capacitado para o cargo. A experiência começou no exército e antes de chegar a Pomerode, estava sendo ampliada em Balneário Camboriú.

Tenente Tiemann obteve uma experiência militar no Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva (NPOR), no exército brasileiro, e é Bacharel em Direito, além de possuir duas pós-graduações “Eu tive uma experiência militar no NPOR, no Exército Brasileiro, onde me formei de aspirante a oficial. Naquele ano não abriu nenhuma vaga, então cumpri o primeiro ano de curso e já ganhei a baixa. Depois disso, comecei a estudar para concurso público da polícia. Sou formando Bacharel em Direito. Depois que me formei, continuei estudando, efetuando estágios até que fui aprovado no concurso de formação de oficiais da Polícia Militar. Fiz a academia e depois fui trabalhar em Balneário Camboriú. Fui então promovido a Segundo Tenente e, posteriormente, a Primeiro Tenente. Nesse meio tempo, eu fiz dois cursos de pós graduação, um com especialização em gestão da segurança pública e outro com especialização em direito penal e processual penal, além de um estágio de adaptação às operações em ambiente rural, com o exército brasileiro”, revela.

Antes de comandar o pelotão de Pomerode, o Tenente atuava em Balneário Camboriú, onde adquiriu ainda mais conhecimento. “Em Balneário Camboriú, trabalhei como corregedor do Batalhão, lidando com a parte de inquéritos de policias militares, processos administrativos disciplinares. Depois disso, passei a ser o sub-comandate da Companhia sede de Balneário Camboriú. Aí a função era com operações, instrução à tropa, além da parte disciplinar da tropa daquela Companhia. Aprendi muita coisa em termos operacionais e de como lidar com a criminalidade, tanto no campo preventivo quanto no campo repressivo. Foi bastante gratificante, uma experiência bem válida”, ressalta.

A chegada a Pomerode não era esperada, mas foi muito bem aceita. “A princípio eu viria para o 10º Batalhão, mas não saberia para onde exatamente. Quando fiquei sabendo que era Pomerode fiquei feliz, pois já conhecia a cidade. Sabia que era organizada, com um povo ordeiro, honesto e culto. Só por isso já fiquei contente. Chegando aqui e conhecendo as instalações da PM fiquei ainda mais contente e vi que é verdade uma citação de Robert Pill, que é um estudioso da polícia lá de 1929, que diz: ‘a polícia é o povo e o povo é a polícia’. O povo de Pomerode é ordeiro, de honra e a polícia da mesma forma, disciplinada, técnica, honesta. Então as perspectivas de trabalho em Pomerode são as melhores”, completa.

As realidades dos municípios são distintas, mas a linha de trabalho tem o mesmo objetivo: conseguir excelência. “A realidade de Balneário Camboriú e Pomerode são bem distantes. Lógico que aqui é uma cidade que tem suas dificuldades e problemas.

Nenhuma cidade é igual a outra, então é um desafio novo, com uma função nova. Tenho alguns planos, mas quero frisar que o trabalho da Tenente Maria vai ser continuado. Ela fez um trabalho de excelência, elogiado por todo mundo, todos os policias, praças do Batalhão e até da 7ª região, e vai ter continuidade. Eventualmente, teremos algumas ideias, tentaremos adaptar algumas coisas no sentido de operações policias e instrução à tropa. Principalmente porque acredito que hoje em dia, quanto mais legalista e técnica for a atividade policial, melhor para a polícia e para a sociedade. Essa será a linha de trabalho que vamos tentar empregar aqui”, afirma.

O primeiro dia ainda é de muito trabalho burocrático e teórico, mas também de boas impressões. “O primeiro dia é dia de passagem de serviços, das demandas administrativas e operacionais. Porém pude observar que a comunidade é muito próxima da polícia, assim como o empresariado e a imprensa. Isso são fatores extremamente positivos e quem colhe os frutos dessa união, dessa integração, é a sociedade. Tudo isso é muito positivo e é por isso que os índices de criminalidade são baixos em Pomerode, sendo uma das melhores cidade para se viver em SC em termos de segurança pública”, enaltece.

O comandante acredita na integração entre comunidade, administração pública, imprensa e polícia. Por isso, as portas sempre estarão abertas. “Fazemos questão, não só eu, mas toda a tropa do pelotão, de receber pessoas, imprensa, pessoas ligadas aos poderes executivo, legislativo e judiciário. As portas do pelotão estão abertas para ouvir as necessidades da população. A Polícia Militar está disposta a ajudar”, frisa.

Todavia, é importante enaltecer que a lei deve e será cumprida. “Peço à comunidade que entenda que logicamente não faremos caça às bruxas, mas a lei será cumprida, como tem sido feito. Muitos questionam sobre a questão da embriaguez, que vai continuar sendo fiscalizada, porque não é questão de eu querer ou não querer, é uma questão legal e lei tem que ser cumprida. Vamos continuar esse trabalho, totalmente ligado a preservação da ordem pública. Muitas vezes, algum interesse particular pode ser prejudicado, mas estamos aqui para trabalhar, para promover segurança, não para pensar em interesses particulares. Se tiver que prender, vai prender. Se tiver que agir, vai agir. Só quero dizer à comunidade que conte conosco, que tenha na PM um ponto de referência, de parceria, de confiança, um porto seguro. A PM existe para proporcionar ordem e gerar confiança na população”, explica.

Sobre a responsabilidade e expectativas ao substituir o excelente trabalho efetuado pela Tenente Maria, o comandante afirma que o trabalho será continuado. “A Tenente Maria é uma excelente policial, uma das melhores com que já conversei. É um desafio receber o comando de uma pessoa de extrema competência, mas como já falei, o comando dela vai ser continuado, até porque ela é minha comandante na Companhia, devo satisfação a ela. O que puder acrescentar ou melhorar eu e todo o pelotão vamos fazer”, reitera.

O desafio é grande, mas as perspectivas são as melhores. “Para mim, como pessoa, é um desafio. Ser da polícia é vocação, ninguém do nada pensa em ser policial. Não acredito nisso. Acredito que seja questão de estar presente desde pequeno. Ser policial sempre foi meu sonho, ser comandante sempre foi meu sonho. E agora estou conseguindo realizar esse sonhos.

Embora seja novo de idade, tenho uma formação e experiência adequada ao cargo. Com certeza, sem falsa modéstia, já presenciei mais situações de crise e situações críticas com essa idade do que várias pessoas com idade avançada. Já tive que lidar com muita tensão, problemas de pressão e até hoje correu tudo bem. Então estou confiante, confio no meu trabalho e na tropa da PM de Pomerode, porque se não fosse esse patamar de qualidade pouco eu poderia fazer. Tenho certeza de que com toda essa união, a cultura local e a tropa, vamos fazer um grande trabalho aqui”, finaliza.

Fotos: Tatiane Hansen/JP

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