Segurança

Homem é morto a facadas no Ribeirão Clara

O corpo de Sérgio Gilmar Novais, 57 anos, foi localizado nos fundos de sua residência no fim da tarde de quarta-feira,
21 de outubro

28 de outubro de 2015

Sérgio Gilmar Novais era conhecido em Pomerode. Com 57 anos, o homem morava no município há cerca de uma década e trabalhava como pintor e jardineiro.

Sua vida simples também podia ser acompanhada através de redes sociais, espaço onde o homem compartilhava vídeos sobre sua rotina e também sobre questões ambientais, sendo esta uma de suas bandeiras.

No entanto, a vida de Sérgio chegou ao fim de forma trágica. O corpo do homem foi encontrado nos fundos de sua residência no fim da tarde de quarta-feira, 21 de outubro.

Segundo moradores, por volta das 17h, Sérgio foi encontrado por populares que, ao procura-lo em casa, encontraram apenas o cômodo revirado. Ao vasculhar nos fundos da residência, manchas de sangue e uma faca foram localizados e, próximo ao riacho, o corpo de Sérgio, que estava de bruços.

A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência, e imediatamente acionou o Corpo de Bombeiros Voluntários de Pomerode para constatar o óbito. Em seguida, a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) também foram chamados.
A Polícia trabalha com a hipótese de latrocínio. Segundo o delegado de Pomerode, Luis Carlos Gross, no momento em que o corpo foi encontrado ainda havia dúvidas sobre a causa da morte. No entanto, com o resultado do exame cadavérico, está confirmada a suspeita de homicídio. Além disso, segundo informações preliminares, o óbito teria ocorrido a partir das 20h da noite anterior, sendo este o último horário em que Sérgio foi visto pelos vizinhos. “No corpo da vítima foram encontradas sete marcas de facadas, três na parte da frente e quatro na altura da omoplata, na parte de trás do corpo. Eu trabalho com a hipótese de latrocínio, pois, apesar da vítima não possuir bens valiosos, como casa, foi encontrada, no dia seguinte, abandonada próximo ao local do crime, uma mochila com o tablet da vítima. Por conta disso, trabalhamos com esta hipótese”, ressalta.

Apesar de não haver testemunhas para o caso, o delegado explica que a investigação vai utilizar imagens de câmeras de segurança na região. Além disso, outro ponto da investigação é o fato de que a chave da residência era escondida por Sérgio e de conhecimento de poucos. E esta estava no mesmo local, que continha manchas de sangue, causando estranheza e suspeita. “Não temos nenhuma testemunha ocular, ninguém que morava nas proximidades viu absolutamente nada. Embora tenha sofrido sete facadas, ninguém ouviu nada, nenhum pedido de socorro. No local não há sinais de violência ou brigas. A princípio trabalhamos com a hipótese de que ele conhecia a pessoa que praticou o esfaqueamento, porque estava muito próxima dele. Até pela modalidade do crime. Como ele conhecia essa pessoa e não houve gritos, nem testemunhas, estamos procurando imagens de empresas ou estabelecimento particular, para que nós tenhamos alguma dinâmica nesse crime.
Para auxiliar nas investigações, mais um exame está sendo aguardado pela Polícia Civil de Pomerode. “O exame do IGP é de local de crime, no qual queremos saber se havia uma pessoa ou duas, se houve cabelo, resto de pele, briga, dinâmica do sangue. É um levantamento para ver como foi o crime e, para então, tentar achar o provável suspeito ou autor deste homicídio. Ou, como falei, entendo como latrocínio, porque levaram alguns objetos pessoais e a pena é mais grave”, finaliza o delegado.

Notícias relacionadas