Furto de materiais recicláveis se torna problema em Pomerode
Veículos não oficiais se antecipam à passagem dos caminhões de coleta seletiva do Samae e acabam prejudicando trabalho e população
Em algumas localidades da cidade a situação tem se tornado recorrente. Antes do caminhão de coleta seletiva passar para recolher o lixo reciclável, veículos não autorizados param em frente às residências, abrem sacos de lixo, escolhem os melhores materiais e depois vão embora.
O Samae de Pomerode, segundo o presidente da autarquia, Ricardo Campestrini, já tem recebido algumas denúncias sobre a situação e irá, agora, tomar medidas legais para tentar combater a ação. “Houve denúncia que foi efetuada formalmente junto à delegacia, com foto e vídeo. É preciso combater esse tipo de ação para que não se perca o controle sobre a qualidade do serviço prestado e, também, na organização de nossa cidade. Imagine 10, 15 ou 30 pessoas fazendo isso de forma desorganizada, abrindo os lixos, deixando sujeira no entorno dos sacos e, consequentemente, das casas. Toda a ordem e limpeza pela qual nossa cidade é tida como exemplo, vai por água abaixo. A população não deseja suas ruas sujas ou ter seus sacos de lixos violados”, ressalta.
Nestas situações, o trabalho dos colaboradores do Samae tende a ser dobrado. “O que acontece, ainda, é que os servidores estão, além do lixo, recolhendo a sujeira no entorno, efetuando a limpeza do local. Isso atrasa o trabalho, tornando-o ineficiente. Afinal, há milhares de residências na cidade, já pensou se for necessário realizar isso em, digamos, metade delas? Já é número suficiente para prejudicar a prestação do serviço, uma vez que nosso papel está ligado ao recolhimento do lixo e não a limpeza das ruas”, completa Campestrini.
Outra situação que prejudica a população está relacionada ao erário. “É muito importante frisar que a população paga pela coleta de lixo, pela sacola do lixo reciclável. Hoje, pagamos R$0,25 a unidade. Compramos 600 mil sacos, por ano. Uma média de 50 mil por mês, sendo quase 12 mil residências, fora empresas, escolas e demais estabelecimentos que necessitam de mais unidades por semana. Esses R$150 mil são dinheiro público, que a população paga e que, com ações como esta, acaba prejudicando os pomerodenses”, reforça.
Campestrini pede, ainda, que a população auxilie no combate à ação. “Uma maneira de nos auxiliar é efetuar a denúncia, fotografar e/ou gravar a ação. Trabalhando juntos construímos uma Pomerode melhor. Combater ações que prejudicam nosso município e nossa cidade é um trabalho em conjunto. Contamos com a ajuda de todos”, finaliza.