Segurança

Desfecho trágico

Corpo de Ariana foi encontrado por funcionários de um posto de gasolina, avistado preso em algumas pedras.

1 de junho de 2015

Foram 24 dias de agonia, esperança e incertezas para a família de Ariana Donato Arndt, 16 anos, que estava desaparecida desde o dia 22 de junho. O corpo da jovem foi encontrado no rio Benedito, em Timbó e encerrou as buscas. O desfecho desta história chocou e emocionou moradores da cidade, assim como toda a região.
O corpo de Ariana foi encontrado na manhã de segunda-feira, dia 16 de julho, por funcionários do posto que fica localizado próximo ao rio. Segundo informações, o corpo foi visto preso em algumas pedras. Os bombeiros da cidade foram acionados e encaminharam-se ao local.
Após o reconhecimento do corpo pela família, este foi encaminhada ao Instituto Geral de Perícias para a realização de exames que determinarão a causa de sua morte. Esta dúvida irá permanecer até a próxima segunda-feira, dia 23 de julho, quando o laudo oficial do IGP for divulgado.
Segundo testemunhas, Ariana foi vista pela última vez na companhia de seu namorado em uma ponte próxima a sua casa. O rapaz Johny Osmar Karsten, de 22 anos, é considerado o principal suspeito no caso.
A Justiça acatou o segundo pedido de prisão feito pela delegada responsável pelo caso, Stela Maris da Rosa, contra o rapaz após contradições em seu depoimento. No primeiro pedido, o juiz entendeu que não havia provas suficientes que o incriminassem. Após testemunhas afirmarem que ele estava junto à garota na última vez em que ela foi vista, o rapaz foi encaminhado para a penitenciária de Blumenau, onde aguardará novo posicionamento da Justiça.

Laudo sobre morte
O Instituto Médico Legal de Blumenau divulgou um laudo preliminar que descarta lesões no corpo da adolescente e apontou afogamento como causa da morte. No entanto, o Instituto Geral de Perícias irá concluir o laudo até segunda-feira, dia 23 de julho, após a revisão do médico legista. Com a entrega do laudo pericial para a Polícia Civil até a próxima semana, a investigação do caso será responsabilidade da Delegacia de Polícia de Timbó. O corpo de Ariana foi enterrado em Timbó, por volta das 08h da manhã de terça-feira, dia 17 de julho.

Prisão preventiva
O namorado de Ariana, Johny Osmar Karsten, teve a prisão preventiva decretada na noite de segunda-feira, dia 16 de julho. Mesmo negando ter envolvimento no caso, o jovem é considerado o principal suspeito.
O advogado Reny Becker Filho, que acompanha Johny, afirma que está preparando habeas corpus para a soltura do jovem. Segundo o advogado, Johny lhe garantiu que não esteve com Ariana em 22 de junho – o dia do desaparecimento. Além disso, o rapaz tem residência fixa, trabalha, estuda e tem um filho e, por isso, não haveria razão para fugir.

Solução
A delegada responsável pelo caso, Stela Maris Antunes da Rosa, espera pelo documento para ter condições de encerrar o inquérito policial, mas considera o caso solucionado, com a prisão do namorado de Ariana, Johny Karsten. A delegada não descarta a possibilidade de que o namorado de Ariana seja ouvido novamente, para dar esclarecimentos.
Ela declara o caso como resolvido, mas o inquérito não foi concluído. Não há conhecimento de como o crime ocorreu, mas há provas testemunhais e material que indicam que Johny foi o autor ou o responsável por ter jogado Ariana no rio. No entanto, esta confirmação somente o suspeito poderá fazer, conclui a delegada.

O caso
Ariana Donato Arndt, 16 anos desapareceu na tarde do dia 22 de junho. Segundo informações, ela foi vista com seu namorado, Johny Osmar Karsten, 22 anos, pela última vez por volta das 18h deste dia, em uma ponte próxima a sua casa. O caso teve repercussão nacional e teve auxílio de redes sociais para tentar esclarecer os fatos.
O Corpo de Bombeiros da cidade passou a auxiliar nas buscas pela garota partindo do princípio de que ela teria caído da ponte onde foi vista pela ultima vez.
A delegada da Polícia Civil de Timbó, Stela Maris da Rosa, responsável pela investigação, colheu depoimentos e de acordo com ela, três testemunhas alegaram terem visto a adolescente no dia de seu sumiço. Ela estava acompanhada do namorado, de 22 anos, em uma ponte próxima à casa dela. Questionado pela delegada, em depoimento o jovem negou ter estado com a garota.
A adolescente havia se mudado para a casa do pai há cerca de 15 dias, onde morava com a madrasta e as duas filhas dela. De acordo com o pai e a mãe da garota, ela não apresentava comportamento estranho.
A família acompanhou as buscas feitas pelo Corpo de Bombeiros no rio que passa por baixo da ponte onde ela teria sido vista pela última vez.
Faz seis meses que a mãe da adolescente desaparecida perdeu a filha mais velha. A jovem de 22 anos morreu vítima de leucemia.

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