Segurança

Criminoso Wehrmeister é recapturado pela Polícia

Em denúncia feita as polícias Civil e Militar, e, posteriormente,
em operação com apoio da PM de Pomerode, o acusado do
assassinato de Magrit Hackbarth Maas, ocorrido em 04 de
fevereiro de 2013, foi recapturado, por volta das 19h de hoje

10 de junho de 2015

Em denúncia feita as polícias Civil e Militar, e, posteriormente, em operação realizada com apoio da PM de Pomerode, o acusado do assassinato de Magrit Hackbarth Maas, ocorrido em 04 de fevereiro de 2013, foi recapturado, por volta das 19h de hoje, próximo a empresa Karsten, em Testo Salto.

Foragido desde 08 de junho, segunda-feira, Wehrmeister não retornou da saída temporária ao Presidio Regional de Blumenau. 
Durante a prisão o foragido evadiu-se em direção ao mato na beira do rio. Logo após foi encaminhado para Blumenau.

Mais informações amanhã no site do Jornal de Pomerode e na edição impressa de sábado.

Entenda o caso


Reportagem publicada no Jornal de Pomerode logo após o homicídio


Passava um pouco das 19h, quando a sirene de uma das viaturas do Corpo de Bombeiros Voluntários cortou a cidade, rumo ao bairro de Pomerode Fundos. O veículo seguiu para o conhecido Morro da Turquia, que desde 2011, na enchente, vem trazendo problemas e tristezas à população pomerodense. Chegando lá, a desgraça que já era anunciada minutos antes, pelo barulho agudo da sirene e pela ligação ao 193, só foi confirmada. Magrit Hackbarth Maas, de 47 anos, foi atingida por um tiro no pescoço, a queima roupa, que foi fatal. A morte instantânea não foi vista pelo marido, Waltergert Maas. Mas ele ouviu o único tiro e em seguida ouviu os cachorros latindo agressivamente em direção ao mato que fica atrás da residência de número 659, onde morava o casal.

O viúvo contou que estava indo para a roça, fazer os serviços habituais de todo fim de noite. Ele quis antecipar o trabalho e já foi até o local do serviço; sua esposa viria em seguida. “Eu já fui na frente e ela estava vindo logo atrás, só precisava fazer algumas coisas antes. Mas foi tudo muito rápido, eu só ouvi o barulho do tiro, os cachorros latindo e eles correndo pro mato, mas não adiantou, ela já tinha morrido”, contou.

Um homem, que estava ao lado do viúvo, disse: “Foi meu filho, foi meu filho. Por causa das drogas ele fez isso e cometeu mais um crime. Eu não sei o que fazer, ele roubava tudo de todos para conseguir essa porcaria de droga”, lamentou.

O homem, com lágrimas nos olhos, é pai de Marciano Wehrmeister, de 22 anos, principal suspeito do crime. Polícia Militar e Bombeiros estavam no local. Enquanto a guarnição do Corpo de Bombeiros aguardava a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP), policiais militares estavam no matagal, fazendo buscas para encontrar o criminoso.

De acordo com os Bombeiros, não foi encontrada nem a arma, nem o cartucho do projétil disparado. Porém, as marcas do tiro na vítima levam a crer que foi utilizada uma arma calibre 22. Segundo testemunhas, a arma é de posse do pai do suspeito.

Testemunhas e familiares da vítima afirmaram que a família Maas já sofria ameaças do suspeito há muito tempo. Um familiar, inclusive, que preferiu não ser identificado, disse que dias antes do Natal, convidou o casal para almoçar, mas eles estavam com medo de sair de casa. “Aqui nessa rua, a maioria das pessoas tem medo desse rapaz; ele já trouxe muita desgraça para o pessoal daqui e cada vez só piora mais; e agora acabou nisso”, desabafou.

Enquanto o IGP não chegava, uma nova correria. Pai do acusado e um dos policiais militares correram da casa até a viatura. “Seu policial, ele acabou de ligar lá para casa e disse para a minha mulher: ‘Mãe, avisa o pai que ele é o próximo’. Isso foi agora mesmo e eu não sei de onde ele ligou porque a gente não tem identificador de chamada”.

O pai do garoto, contou ainda que esta não foi a primeira vez que o filho o ameaçou. Para fazer o cerco e tentar prender o acusado que continuava escondido no mato, mesmo com a noite caindo, foi chamado reforço da Polícia Militar das cidades de Blumenau, Indaial e Rios dos Cedros.

Muitos policiais entraram no matagal. Outros ficaram à espreita em locais estratégicos que poderiam ser buscados como alternativa de fuga pelo suspeito.

As investigações – As investigações do caso terão continuidade pelos próximos 30 dias, prazo final para a conclusão do inquérito. Ao final, conforme a Polícia Civil que está trabalhando no homicídio para averiguar as causas do crime, após a entrega do material, deverá ser solicitada a prisão preventiva à juíza de Pomerode, Iraci Satomi Kuraoka Schiocchet. Caso Marciano não seja encontrado até o fim deste período, ele será procurado como fugitivo. O delegado interino de Pomerode, Gilberto Azevedo, da comarca de Timbó, assumiu o caso e dará prosseguimento ao processo.

O histórico do suspeito


Marciano Wehrmeister, segundo a polícia, é conhecido dos órgãos de segurança pública da região. De acordo com a Polícia Civil, depois da maioridade, já foram registrados 20 Boletins de Ocorrência contra ele.

Uma das ocorrências que mais chamou a atenção da população local, envolvendo o suspeito, aconteceu em 2011, quando um assalto tumultuou a cidade. Por volta das 10h da manhã, do dia 19 de maio a Polícia Militar foi informada de que uma casa havia sido invadida no Jardim Pomerânia. Marciano Wehrmeister, na época com 20 anos, foi rendido por populares até a chegada da polícia e preso em flagrante.

O acusado havia invadido uma residência na Rua Júlio Wollick, onde furtou algumas roupas. O vizinho, que era filho da vítima, avistou Marciano nos fundos da residência falando em um celular, e com ajuda de um irmão, perseguiu o acusado. Durante a fuga, Marciano invadiu outra residência, desta vez no Jardim Pomerânia, na Rua Augusto Schlütter, onde furtou roupas, um vídeo game e alimentos.

Segundo informações policiais, Marciano estava preso no Presídio Regional de Blumenau, até o fim do ano passado, quando foi libertado.

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