Comunidade aguarda por implantação do projeto Pomerode Segura
O Projeto Pomerode Segura, que previa a instalação de câmeras OCR em todas as saídas do município, foi aprovado há pouco mais de dois anos, em outubro de 2017, porém, ainda não está próximo de ser concluído totalmente
O Projeto Pomerode Segura, que previa a instalação de câmeras OCR em todas as saídas do município, foi aprovado há pouco mais de dois anos, em outubro de 2017, porém, ainda não está próximo de ser concluído totalmente.
Este foi o tema do pronunciamento do vereador Rafael Pfuetzenreiter na Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores, do dia 21 de maio. O vereador, que é um dos autores do projeto, manifestou a sua preocupação com o andamento das tratativas, uma vez que apenas três câmeras foram instaladas.
Originalmente, o Projeto Pomerode Segura previa que as câmeras seriam adquiridas através de parcerias público-privadas, com a adesão de empresários e da comunidade, que contribuiriam com doações para a compra dos equipamentos. Depois da instalação do sistema, seria feito um comodato com a Prefeitura, que ficaria responsável pela manutenção dos equipamentos.
No ano passado, o Executivo assumiu o compromisso de adquirir as câmeras e demais equipamentos necessários para instalar o sistema de monitoramento, que forneceria as imagens, em tempo real, para as Polícias Militar e Civil, bem como, à Getran. Porém, desde que este compromisso foi assumido, muito pouco foi, efetivamente, feito.
“Quando o projeto foi aprovado, realizamos diversas reuniões em todos bairros da cidade e a comunidade concordou em fazer a aquisição dos equipamentos, se disponibilizando a contribuir financeiramente. Durante estas reuniões, o prefeito se prontificou a adquirir as câmeras e instalar o sistema, para, depois, ceder às imagens à PM. Com isso, Pomerode seria a primeira cidade do Estado a ter todas as entradas fiscalizadas pelas câmeras OCR”, disse o vereador Rafael Pfuetzenreiter, na Tribuna.
Porém, ele destacou que quase dois anos se passaram desde a aprovação do projeto e poucos foram os avanços para sua concretização. Por isso, ele cobrou do setor público uma resposta acerca da situação em que se encontra o Pomerode Segura.
“Já perdi a conta de quantas vezes fui à Prefeitura para saber como está o andamento. Já foram dois anos da aprovação do projeto e ainda não se tornou realidade. É preciso cobrar as pessoas que são responsáveis, na Prefeitura, para que honrem o compromisso com a cidade”, pondera.
Desde julho de 2018, as licitações para a compra de câmeras e para a contratação do serviço de internet estavam em andamento, mas ainda há câmeras que precisam ser adquiridas. De acordo com a Prefeitura, hoje, nove câmeras OCR já foram compradas, sendo que quatro delas já estão instaladas, porém ainda não há um sistema de armazenamento das imagens.
O prefeito, Ércio Kriek, também informou que já existe um prazo para que as câmeras restantes sejam adquiridas. “Até o mês de junho, vamos finalizar a licitação da compra das 11 câmeras que faltam, seguindo o projeto inicial. Além disso, também vamos finalizar a compra de um equipamento para armazenar estas imagens, que também estarão disponíveis em tempo real para a Polícia, quando o projeto for concluído. Quanto à compra de mais câmeras, além das 20 iniciais, estamos conversando com a PM para definir se há necessidade e onde seria preciso ter câmeras OCR”, garantiu.
Quanto à instalação completa do sistema, para que o videomonitoramento entre em funcionamento, a população precisará aguardar até os meses de setembro ou outubro, prazo em que a Prefeitura espera poder entregar o projeto completo.
“Me orgulho por ter acreditado neste projeto e, também, da comunidade que o abraçou. Não é impossível tirar o projeto Pomerode Segura do papel e espero que isso aconteça o mais breve possível”, finaliza Pfuetzenreiter.