Segurança

Alvo de operação do Deic

A Operação Atoleiro foi deflagrada na quinta-feira, 13 de julho, em Florianópolis, São José e Biguaçu. A ação investiga uma organização criminosa formada por agentes públicos e empresários da Grande Florianópolis para desviar recursos de subvenções sociais.

20 de julho de 2017

A Operação Atoleiro foi deflagrada na quinta-feira, 13 de julho, em Florianópolis, São José e Biguaçu. A ação investiga uma organização criminosa formada por agentes públicos e empresários da Grande Florianópolis para desviar recursos de subvenções sociais distribuídas pela Secretaria de Estado de Turismo Cultura e Esporte (SOL). Sete pessoas foram presas durante a ação. Segundo a Polícia, o ex-deputado Gilmar Knaesel estaria envolvido no esquema. 

De acordo com o delegado Marcus Vinicius Fraile, responsável pela Divisão de Crimes Contra o Patrimônio Público da Deic, um “ex-deputado” era o líder do grupo. Ainda segundo o delegado, a organização desviou recursos da SOL entre 2008 e 2010.

Nesta operação, Knaesel não teve mandado de prisão preventiva decretado, no entanto, três imóveis e mais um carro foram sequestrados por medidas judiciais. Um caminhonete Hilux dele foi apreendida pela Polícia Civil. Um dos assessores dele também teve bens bloqueados: uma Montana e quatro imóveis. Os presos nesta quinta-feira, segundo Fraile, são dois empresários, um contador e mais quatro pessoas que integravam associações de fachada formadas para receberem recursos da secretaria.

A operação é uma continuidade da Operação Bola Murcha, que resultou na prisão do ex-deputado no ano passado.

Parecer do ex-deputado

Em nota, o ex-deputado alega sua inocência. Confira na íntegra: “Caros amigos, apenas para tranquilizá-los e dar uma explicação de mais um ato truculento, abusivo, imoral, ilegal e revanchista do qual estou sendo vítima, mais uma vez. Como entrei com ações denunciando os crimes funcionais cometidos pelo delegado, pela promotora e pelo procurador de contas: abuso de poder, abuso de autoridade, calúnia, difamação, falsidade ideológica, prevaricação e tortura psicológica contra mim na ação anterior, onde não existe prova testemunhal documental que pudesse me incriminar, resolveram, por revanchismo e desespero, conseguir alguma prova que possa me incriminar e abrir novo inquérito. A última tentativa que encontraram foi  tentar, através de novas prisões,  conseguir alguma delação premiada forçada. Mais um ato ilegal e imoral. Mas acredito na verdadeira  justiça que vai prevalecer e com minha consciência tranquila de ter, ao longo da minha vida pública, de tantos anos procurado fazer a política do bem e ter ajudado muito as pessoas as instituições e a boa política.  Obrigado pela confiança”.

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