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Acusado de assassinar professor indígena deve passar por avaliação mental
O caso ocorreu no primeiro dia de janeiro deste ano. Marcondes Namblá, 38 anos, foi espancado até a morte na cidade de Penha, Litoral Norte de Santa Catarina.
Na tarde desta segunda-feira, dia 09 de abril, a Justiça realizou a primeira audiência do processo do assassinato do professor indígena Marcondes Namblá, 38. O acusado Gilmar César de Lima, 23 anos, preferiu ficar em silêncio. Ele confessou o crime à polícia e está preso preventivamente na cidade de Blumenau.
A audiência ocorreu no Fórum de Balneário Piçarras. O acusado foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por homicídio qualificado (motivo fútil e sem chance de defesa da vítima). O réu, que foi preso 13 dias depois do assassinato, em Gaspar, disse que espancou Marcondes porque o indígena mexeu com o cachorro dele.
Marcondes foi espancado durante a madrugada do dia 01 de janeiro. As imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que ele é atacado a pauladas. Depois de levar o primeiro golpe na cabeça, ele caiu e continuou sendo agredido. Conforme a denúncia, Lima deu aproximadamente 20 golpes na vítima. O indígena foi encontrado horas depois e chegou a ser internado, mas morreu no dia seguinte.
Marcondes era formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, e fazia parte da tribo Laklãnõ-Xokleng, da Terra Indígena Laklãnõ, da aldeia que fica em José Boiteux, no Vale do Itajaí. Era casado e tinha cinco filhos.