Casa de presidente de Conselho Tutelar era usada para tráfico, afirma PC
Segundo a Polícia Civil, a casa da presidente do Conselho Tutelar de Balneário Camboriú, era usada em um esquema de tráfico de drogas envolvendo três estados. A afirmação foi constatada em operação deflagrada na manhã de sexta-feira, 3 de maio, que envolveu as polícias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Segundo a Polícia Civil, a casa da presidente do Conselho Tutelar de Balneário Camboriú, era usada em um esquema de tráfico de drogas envolvendo três estados.A afirmação foi constatada em operação deflagrada na manhã de sexta-feira, 3 de maio, que envolveu as polícias do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O delegado Osnei de Oliveira, da Divisão de Investigação Criminal (DIC), diz que a droga era enviada do Paraná para Balneário Camboriú e distribuída pelo chefe do esquema para traficantes menores. O filho da presidente participava do esquema e até o fechamento da edição permanecia foragido.
Agora o delegado quer ouvir a presidente do Conselho Tutelar em depoimento. No momento em que a Polícia Civil entrou na residência, ela e o filho não estavam. Ele está foragido, mas outro integrante que frequentava a casa foi preso. Também foi encontrado no local um computador da Prefeitura de Balneário Camboriú. A polícia vai investigar por que o bem público estava na residência dela.
O secretário de Inclusão Social, Luiz Maraschin, determinou que a Procuradoria do Município estabeleça um processo administrativo para saber por que o computador não estava na casa da presidente. O Conselho Tutelar é vinculado à Secretaria de Inclusão Social do Município.
Houve a participação de 60 policiais catarinenses na operação. Ainda segundo o delegado, cinco pessoas estão foragidas, incluindo o suspeito de ser o chefe do esquema.
Cinco pessoas foram presas em Balneário Camboriú: Fernando Augusto Strutz, 18anos, Alexander de Souza e Silva, 32 anos, Gonzaga Gonçalves Moreira Júnior, 21anos, Roseli Maria Neves, 48anos e Rosane Maria Neves, 50 anos.
Elas eram responsáveis por receber a droga e fazer a distribuição. Com elas foram apreendidos entorpecentes, material utilizado para embalagem e rádio-comunicadores.
O homem apontado como chefe do esquema, Alexandre Neves Sell, vulgo Coxa, de 26 anos e mais cinco pessoas estão foragidas, segundo o delegado. A operação teve a participação ainda, de 10 policiais do Rio Grande do Sul e 35 do Paraná.