Segurança

Operação Papai Noel

A investigação iniciou após a denúncia de que as duas mulheres haviam furtado produtos de uma empresa pomerodense de importação e exportação.

1 de junho de 2015

No início da manhã de quarta-feira, dia 29 de agosto, a Polícia Civil, através de um mandado de busca e apreensão, recuperou na casa de S.S. e L.S. (mãe e filha) mais de R$ 8 mil em mercadorias furtadas.
A investigação iniciou há cerca de 15 dias, após a denúncia de que as duas mulheres haviam furtado produtos de uma empresa pomerodense de importação e exportação de artigos decorativos, como guirlandas, papais-noéis, coelhos de páscoa, etc. . Após as investigações, o delegado de Pomerode, Luiz Carlos Gross, solicitou o mandado de busca e apreensão em sua residência.
A jovem, com iniciais L.S., trabalhava na empresa furtada. Sua mãe, S.S., não prestava serviços à empresa, mas apresentou-se como voluntária do CAPS e solicitou doações à Instituição. O empresário aprovou o pedido e solicitou que mercadorias de segunda qualidade fossem separadas e enviadas ao CAPS.
A filha, que trabalhava no setor de expedição, separava as mercadorias com pequenos defeitos para serem enviadas à entidade. No entanto, enquanto fazia essa separação, também selecionava produtos de primeira linha e os juntava nas caixas. S.S. recolhia os produtos na própria empresa. A ação era feita na hora do almoço, quando a funcionária era a única pessoa dentro da empresa.
Em casa elas separavam as mercadorias, encaminhavam as com defeito ao CAPS e revendiam as demais a pessoas físicas e também jurídicas, inclusive de cidades vizinhas, como Blumenau.
L.S. trabalhou na empresa durante sete meses, tendo sua saída registrada em abril de 2012. O proprietário da empresa desconfiava que a funcionária estivesse desviando mercadorias do depósito. Desconfiança esta, confirmada pela filha, que foi à residência de ambas e viu algumas mercadorias no local.
A Polícia Civil achou parte das mercadorias furtadas no sótão da residência de L.S. e S.S. que responderão por furto qualificado, com agravante de abuso de confiança e duas ou mais pessoas envolvidas, podendo assim ser condenadas de dois a oito anos de prisão. Por enquanto, ambas aguardam julgamento em liberdade.

Voluntariado
A Polícia civil investiga ainda a participação de uma das suspeitas em outras associações voluntárias de Pomerode. O delegado alerta: “Devem ter cuidado para não colocar qualquer pessoa em contato, principalmente, com dinheiro ou produtos que possam ser furtados. As associações e instituições devem escolher de forma criteriosa aqueles que irão controlar seus caixas. Caso alguém tenha alguma informação e queira nos repassar, atenderemos e averiguaremos o caso. Jamais um trabalho voltado ao bem da coletividade pode ter sua imagem abalada”.

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