Segurança

Johny Karsten é absolvido por falta de provas da acusação de matar namorada

Por quatro votos a três, Johny Osmar Karsten, de 28 anos, foi absolvido em júri popular realizado na cidade de Timbó, quinta-feira, 31 de agosto, da acusação de homicídio qualificado contra Ariana Arndt, de 16 anos, na época namorada dele. A jovem foi encontrada morta em um rio, no ano de 2012.

4 de setembro de 2017

Por quatro votos a três, Johny Osmar Karsten, de 28 anos, foi absolvido em júri popular realizado na cidade de Timbó, quinta-feira, 31 de agosto, da acusação de homicídio qualificado contra Ariana Arndt, de 16 anos, na época namorada dele. A jovem foi encontrada morta em um rio, no ano de 2012. Os jurados entenderam que não havia provas de que a adolescente foi assassinada por Johny.

O júri começou às 13h30min na Câmara de Vereadores. A sentença foi dada perto das 21h15min, na qual os jurados entenderam que Ariana Arndt morreu por afogamento, mas não reconheceram que o réu tenha provocado a morte.

A promotoria, no caso, representada pelo promotor Alexandre Daura Serratine, tem até a próxima terça-feira, dia 05 de setembro, para recorrer à decisão do júri.

Interrogatório 

Durante o interrogatório, Karsten garantiu que não estava com Ariana e que não a viu no dia de seu desaparecimento. Ele ainda revelou que não estranhou o desaparecimento dela, achando que seu pai a havia proibido de vê-lo. O pai de Ariana, por sua vez, disse que Johny demorou alguns dias para procurá-lo para ter notícias de Ariana.

Causa da morte

Foram apresentados, também, depoimentos de pessoas que garantiram ter visto Johny e Ariana juntos naquele mesmo dia 22 de junho, no Pavilhão de Eventos Henry Paul.

No que diz respeito à causa da morte, que foi por afogamento, Serratine constatou, baseando-se no depoimento do perito, que se houvesse alguma agressão mais leve teria sumido pelo fato de o corpo ter sido encontrado após 24 dias na água.

Acusação x defesa 

Tanto a promotoria quando a defesa teve uma hora e meia cada para apresentar seus posicionamentos, relatos, provas e testemunhas – além de mais uma hora para a réplica. A Promotoria colocava como motivo do crime que Johny queria reatar com sua ex-namorada Maria, com a qual já tinha um filho.

Como provas contra o réu, ele apresentou trechos de ligações interceptadas, nas quais Johny teria ligado para a mãe de Maria fingindo ser uma menina chamada Luana e pedindo pela ex-namorada, inclusive, ameaçando-a caso não desse um depoimento a favor dele.

A defesa garantiu que não há materialidade no delito para discutir a autoria do crime do qual Karsten era tido como culpado, ressaltando que no laudo não consta nenhum indício de agressão ou violência, enaltecendo o afogamento como causa do óbito.

Entenda o caso

Ariana desapareceu em 22 de junho de 2012, em Timbó. No dia 16 de julho, o corpo dela foi encontrado no rio Benedito, a poucos metros de onde foi vista pela última vez acompanhada de Johny, na época, com 22 anos.

No mesmo dia em que o corpo foi encontrado, a Justiça decretou a prisão preventiva de Johny e ele foi encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau, no Vale do Itajaí.

Ele ficou preso até 15 de janeiro de 2013, quando foi realizada uma audiência que durou, aproximadamente, três horas e meia. Esta foi a segunda sessão – a primeira aconteceu em novembro de 2012 – na qual foram ouvidas sete testemunhas de defesa, incluindo a mãe de Ariana.  Na data, o Fórum de Timbó decidiu que ele poderia responder à acusação de homicídio qualificado em liberdade e na noite de 31 de agosto, após o fim do julgamento, foi absolvido das acusações.

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