Homem confessa homicídio em Pomerode
Jeremias Conrado Wolter cometeu o crime utilizando faca, martelo, tijolos e telhas
A Polícia Civil de Pomerode recebeu a informação que um suposto homicídio havia ocorrido na cidade há cerca de uma semana.”Recebemos uma denúncia de que haveria ocorrido um homicídio na cidade e a vítima seria Danys Clay Bugmann. A mãe dele entrou em contato conosco para informar que ele havia cedido/alugado a casa para um casal. Diante destas informações, iniciamos a investigação e encontramos este casal, que admitiu que houve o assassinato. Mais especificamente, Jeremias confessou o crime e afirmou que só o fez porque Danys teria tentado abusar de sua companheira. Tomado pela raiva, aliado ao fato de efetuar tratamento por conta do uso de drogas, partiu para cima de Danys e praticou o homicídio. Ele também se propôs a nos levar até onde está o corpo”, explica o delegado da Polícia Civil de Pomerode, Luis Carlos Gross.
A abordagem ocorreu no início da tarde de quinta-feira, 31 de março, assim como a busca pelo corpo ocultado de Danys Clay Bugmann, 44 anos. Participaram da ação a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Voluntários, o Instituto Geral de Perícias (IGP) e Instituto Médico Legal (IML).
Jeremias indicou uma residência localizada na Rua Norberto Raduenz, no bairro Testo Central, como local onde havia iniciado a discussão com Danys e, então, deixado o corpo em uma vala no mesmo terreno.
Jeremias Conrado Wolter, de 19 anos, é natural de Indaial, mas mora em Pomerode há vários anos. Em entrevista ao Jornal de Pomerode, o jovem disse que o assassinato ocorreu em função de uma suposta tentativa de estupro de sua companheira.
“Saí de casa para comprar cigarro e quando voltei ele estava com as calças e cueca abaixadas. Aí o peguei no mata leão e fiz a ‘mochilinha” que aprendi no jiu-jitsu, levei ele pra fora e o desmaiei. Mandei minha mulher para a BR, dar uma volta. Então dei uma martelada nele, pra ele sofrer um pouco. Depois fui com tijolos, peguei facas e dei algumas facadas para não estragar tanto. Aí depois peguei uma coberta, levei ele até o valo. Ele tentava levantar, mas eu jogava mais um tijolo para ele desmaiar e quando vi que não valia mais a pena, o arrastei ao valo, joguei gasolina para não ter digitais e coloquei fogo. Não me arrependo, porque é menos um estuprador”, contou.
Jeremias foi indiciado pelo crime de homicídio doloso e ocultação de cadáver. Já sua companheira foi indiciada pelo crime de ocultação de cadáver.