Polícia

Júri em Indaial começa com depoimento sigiloso da mãe do jovem acusado de matar o pai

Sessão ocorre no Tribunal do Júri e apura crime que ocorreu em 2024, quando o filho matou o pai e feriu gravemente a mãe

28 de agosto de 2025

Foto: Reprodução/Divulgação/Tjsc

Nesta quinta-feira, 28 de agosto, teve início o julgamento popular do jovem acusado de matar o próprio pai e ferir gravemente a mãe, na cidade de Indaial. O Tribunal do Júri começou com o depoimento da mãe, realizado a portas fechadas, medida determinada pela Justiça devido à condição de vítima e à violência sofrida na noite do crime.

O caso aconteceu em janeiro de 2024, dentro da residência da família. De acordo com a investigação, o filho teria planejado o assassinato com antecedência, contando inclusive com o apoio de um amigo, a quem prometeu dinheiro e um veículo como pagamento.

Na ocasião, o pai foi morto dentro de casa, enquanto a mãe sofreu ferimentos graves ao ser atacada, mas conseguiu sobreviver. Durante o julgamento, o tribunal ouvirá testemunhas de acusação e defesa antes de definir a pena do réu.

O episódio mobilizou a comunidade pela brutalidade e pelo fato de o crime ter sido premeditado pelo próprio filho contra os pais.

Entenda o caso:

Na manhã de sexta-feira, 02 de fevereiro de 2024, a Polícia Civil realizou uma coletiva de imprensa, detalhando o caso. Segundo as informações divulgadas, o rapaz teria planejado o crime há cerca de dois meses e a intenção dele era matar os pais enquanto eles dormiam.

Para a execução, ele propôs a um amigo uma quantia em dinheiro e o carro, informação que foi confirmada por este amigo e pela namorada dele.

De acordo com o delegado de Polícia Civil de Indaial, Filipe Martins, a motivação do crime seria “ódio e revolta dos pais”. “A intenção dele era matar os pais enquanto estivessem dormindo. O filho aparentou ter um ódio, revolta grande dos pais, por questões do dia a dia, pois trabalhava como pai na empresa dele, uma pequena metalúrgica. Segundo o filho, ele era tratado mesmo dentro de casa como funcionário, o que o fez tomar a decisão de matar os pais”, afirmou o delegado.

Ainda na coletiva, o caso foi comparado ao ocorrido com o casal Von Richtofen, em São Paulo, no ano de 2001. Para o delegado, “este caso foi ainda mais cruel, pois o filho quis participar do assassinato dos pais e chegou a atacar a própria mãe”.

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