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Histórias de S Silver

Até bem pouco tempo atrás, poucas pessoas conseguiam entender as receitas médicas manuscritas, este privilégio cabia aos farmacêuticos já familiarizados com os nomes dos remédios.

19 de dezembro de 2019

Até bem pouco tempo atrás, poucas pessoas conseguiam entender as receitas médicas manuscritas, este privilégio cabia aos farmacêuticos já familiarizados com os nomes dos remédios. Atualmente, para felicidade de todos, os médicos utilizam-se de micro computadores. Deve ser que, por este motivo, quando alguém da turma tinha uma letra muito feia, todos falavam que “fulano” tinha letra de doutor (doktaschreft).

Entrementes aqueles dois amigos dos idos anos sessenta, para não faltarem aos costumes, discutiam. O motivo era o gordo e rico ter chamado ao magro e pobre de “burro”. Este que jamais havia freqüentado os bancos escolares, assim se defendeu:

– Tu me chamas de burro, porque pensas que não sei escrever, mas é aí que te enganas, pois eu sei escrever igual um doutor. Isso foi o suficiente para chamar a atenção, novamente, de todos os demais, porque todos sabiam que ele era analfabeto.

– Pois bem, disse o gordo, lápis e papel para ele, agora ele terá que provar aqui perante todos…

Várias folhas de papel apareceram, até papel de embrulho, tamanha a curiosidade tomou conta do ambiente. Muito calmamente, nosso amigo pegou o lápis, o papel, e desenhou alguns zigue-zagues, e passou a folha ao gordo.

– Pronto, mas agora quero que você leia o que escrevi.

Ele pegou o papel, piscou umas duas ou três vezes, aprumou o óculos sobre o nariz, mirou o papel, uma, duas, três vezes, e finalmente exclamou:

– Isso nenhum ser humano comum consegue ler…

E o outro logo emendou:

– Tá vendo , letra de doutor.

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