Contra-ataque

Contra-Ataque

P&eacute;ssimo exemplo<br />Aconteceu no domingo, na final do torneio de Queen’s, em Londres. Depois de perder um ponto, o argentino David Nalbandian teve seu saque quebrado pelo croata Marin Cilic. Chateado com o lance, chutou uma placa de publicidade &agrave; frente da cadeira do juiz de linha Andrew McDougall, que…

1 de junho de 2015

P&eacute;ssimo exemplo<br />Aconteceu no domingo, na final do torneio de Queen’s, em Londres. Depois de perder um ponto, o argentino David Nalbandian teve seu saque quebrado pelo croata Marin Cilic. Chateado com o lance, chutou uma placa de publicidade &agrave; frente da cadeira do juiz de linha Andrew McDougall, que foi atingido e sofreu um corte na canela. Al&eacute;m de desclassificar o "nervosinho" e dar a vit&oacute;ria ao seu oponente, a Associa&ccedil;&atilde;o de Tenistas Profissionais (ATP) multou o tenista em oito mil libras (R$ 25,8 mil), al&eacute;m de retirar do tenista o pr&ecirc;mio de 36,5 mil libras (R$ 118 mil) reservadas ao finalista do torneio, juntamente com os pontos no ranking que ele somaria, tudo isso devido &agrave; sua conduta antidesportiva. Muito justo!
<p>At&eacute; nisso?<br />A Copa do Mundo est&aacute; a&iacute; e h&aacute; muita coisa ainda a ser feita. Por isso, a Comiss&atilde;o de Turismo e Desporto da C&acirc;mara dos Deputados realizou uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica sobre a acessibilidade para o Mundial. Para quem n&atilde;o sabe, desde 2009, o Brasil &eacute; signat&aacute;rio da Conven&ccedil;&atilde;o Internacional sobre os Direitos da Pessoa com Defici&ecirc;ncia. Isso significa que as autoridades brasileiras se obrigam a respeitar a dignidade, a autonomia, o direito ao trabalho e de acessibilidade das pessoas com alguma defici&ecirc;ncia f&iacute;sica. Ou seja, &eacute; lei e deve ser cumprida. No entanto, parece que as coisas n&atilde;o est&atilde;o sendo feitas assim, j&aacute; que os preparativos do Brasil mostram que as cidades n&atilde;o estar&atilde;o prontas para receber turistas e torcedores com algum tipo de defici&ecirc;ncia. "Os projetos dos est&aacute;dios, por exemplo, n&atilde;o est&atilde;o seguindo o decreto federal 5.296/2004, que estabelece que 2% do total de assentos em est&aacute;dios, gin&aacute;sios esportivos e similares devem reservados a pessoas com mobilidade reduzida", destaca o diretor do Portal 2014, Rodrigo Prada. A audi&ecirc;ncia, convocada pelos deputados Rom&aacute;rio (PSB/RJ) e Jos&eacute; Rocha (PR/BA), apresentou ainda os problemas de acessibilidade em aeroportos, hot&eacute;is, transportes coletivos e pontos tur&iacute;sticos.</p>

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