Política

Jovens avaliam e questionam o voto facultativo

De acordo com a Lei Nº 4.737, de 15 de julho de 1965, no Brasil, o voto obrigatório é para todos os eleitores entre 18 e 70 anos e facultativo para os analfabetos, os maiores de 70 anos, e os menores de 18 anos. Na época da adolescência, surgem muitas dúvidas, não só sobre as mudanças de corpo, mente e as alterações psicológicas. Questionamentos sociais e sociológicos também são colocados à prova.

1 de junho de 2015

De acordo com a Lei Nº 4.737, de 15 de julho de 1965, no Brasil, o voto obrigatório é para todos os eleitores entre 18 e 70 anos e facultativo para os analfabetos, os maiores de 70 anos, e os menores de 18 anos. Na época da adolescência, surgem muitas dúvidas, não só sobre as mudanças de corpo, mente e as alterações psicológicas. Questionamentos sociais e sociológicos também são efetivamente colocados à prova.
Exemplo disso é o cenário da política brasileira atual, onde vários escândalos estão vindo à tona. Essa situação aliada ao ano eleitoral no Brasil, faz os menores de 18 anos pensarem na necessidade de exercer a cidadania no dia 07 de outubro.
Pensando nisso, o professor e sociologia Ubyrajara Philipps Heredia, promoveu nas aulas com os alunos do terceiro ano do Ensino Médio, uma prática diferente. Durante as aulas foi discutido o voto facultativo; situação em que a maioria dos 70 alunos está enquadrada. Destes, 25 vão votar e já estão decididos. Dos que vão escolher algum candidato, quatro tem obrigatoriedade ao voto.
Segundo Ubyrajara, eles foram instigados a avaliar candidatos e propostas para ver o que cada um, para si, avalia como prioridade para a cidade de Pomerode. “O que eu reparei, é que eles ainda tinham muitas dúvidas; por isso tivemos a ideia de trazer alguém qualificado, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), para que pudesse ser explicado aos alunos sobre o voto facultativo, sobre a importância do voto e sobre os crimes eleitorais.
E este debate aconteceu na quinta-feira, 30 de agosto, no auditório da Escola Básica Estadual José Bonifácio. Os alunos puderam sanar seus questionamentos com o um funcionário do TRE. Para Antônio Corrêia Oliveira, do Cartório Eleitoral, essa atitude foi muito importante, já que nessa idade, muitos adolescentes ainda não tem o discernimento da importância do voto e que esta ação pode trazer benefícios e consequências. “Com esse tipo de iniciativa, os jovens acabam avaliando e analisando os candidatos em que vão votar e escolher o melhor na concepção deles”, explica.
Com toda essa discussão, os alunos puderam expor suas opiniões e muitos, inclusive, tiveram posicionamentos contrários sobre votar, quando a condição é o voto facultativo.
Jeferson Rafael Schaeffer, um dos estudantes que participou do evento, disse ser contrário a votar quando não é obrigatório. “Sou contrário, porque muitas vezes as pessoas votam por impulso. Na minha opinião, se fosse liberado, no estilo, vota quem quer, só iam votar as pessoas que tem interesse no assunto, que correr atrás de saber da ‘qualidade’ dos políticos”.
Ele ainda conta, que não se sente preparado para votar. “Eu sempre vejo o lado negativo das coisas, ainda não consigo ver coisas boas na política”, complementa.
Já para a estudante Caroline Michel, que vai votar na próxima eleição municipal, mesmo não tendo obrigatoriedade, era importante debater, antes de votar, quais as condições positivas e negativas que esta ação implica. “Esse debate mostrou que é preciso me conhecer, saber das minhas prioridades, para então avaliar os candidatos, para que eu tenha propriedade para cobrar de quem eu votei, o plano de governo. Para que eu escolha um candidato, é preciso que ele tenha fundamentação nas ideias que ele apresenta, se ele promete que vai fazer algo, mas isso é nítido que não pode ser cumprido, não vale a pena dar atenção a este candidato”, finaliza.

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