Contra-ataque

Contra-Ataque

Os verdadeiros campeões43 medalhas, um sétimo lugar que nos encheu de orgulho e que ficou dentro das expectativas do Comitê Paralímpico Brasileiro. Nas redes sociais, muitas homenagens aos “verdadeiros heróis” da nação foram feitas, resgatando o amor-próprio que ficou meio de lado durante as Olimpíadas, em virtude dos resultados pouco…

1 de junho de 2015

Os verdadeiros campeões
43 medalhas, um sétimo lugar que nos encheu de orgulho e que ficou dentro das expectativas do Comitê Paralímpico Brasileiro. Nas redes sociais, muitas homenagens aos “verdadeiros heróis” da nação foram feitas, resgatando o amor-próprio que ficou meio de lado durante as Olimpíadas, em virtude dos resultados pouco empolgantes. Desta vez, podemos dizer que Londres foi um pouco verde e amarela. Não por se tratar da cidade que antecede a Olimpíada no Brasil, mas sim, pelos abnegados atletas paralímpicos que superaram seus limites e colocaram o Brasil no “hall da fama paradesportiva”. Tivemos muitos exemplos, mas não vou ficar citando um por um. Cada atleta, com a sua particularidade, com a sua forma de superar os limites, emocionou a todos e teve uma participação digna. No entanto, não posso deixar de comentar o fato de o nadador Daniel Dias ter sido o paradesportista que mais faturou medalhas de ouro na edição de 2012: seis. De quebra, se tornou o maior recordista brasileiro de medalhas em Jogos Paralímpicos, com 15 no total (10 ouros, quatro pratas e um bronze). Realmente, uma máquina… Uma máquina de nadar, uma máquina de simpatia, uma máquina de orgulho. O menino de sorriso fácil demonstrou o verdadeiro espírito olímpico, não no seu sentido literal, mas na forma como deixava para trás os adversários, mesmo se deslocando pela piscina praticamente só com um braço e uma perna. Sei que palavras como superação, inclusão e lição de vida soam como clichês, mas são as que melhor descrevem cada um desses 186 brasileiros e demais atletas de todo o mundo. Com certeza, todos eles tiveram um pouco de nós.

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