Contra-ataque

Contra-Ataque

A bola da vez As Olimpíadas encerraram com uma grandiosa festa. Entretanto, para o Brasil, a maior competição esportiva mundial tornou-se uma incógnita. Em dois aspectos! No campo esportivo, apesar de recorde de medalhas (17), o que se viu foram modalidades pouco tradicionais fazendo bonito em Londres, como a Ginástica,…

1 de junho de 2015

A bola da vez
As Olimpíadas encerraram com uma grandiosa festa. Entretanto, para o Brasil, a maior competição esportiva mundial tornou-se uma incógnita. Em dois aspectos! No campo esportivo, apesar de recorde de medalhas (17), o que se viu foram modalidades pouco tradicionais fazendo bonito em Londres, como a Ginástica, Boxe e Pentatlo. Por este lado, notamos um crescimento positivo, uma vez que o Brasil começa a figurar entre os primeiros em esportes sem tanta expressão. Por outro lado, aqueles nos quais nós já estávamos acostumados a ver brilhar o ouro no peito, decepcionaram. E isto é muito preocupante!!!

A bola da vez I
Preocupante também é saber que o Brasil vai sediar um evento tão importante, sem qualquer tipo de preparação. Bem típico do brasileiro, deixar tudo para a última hora. Por exemplo, a Inglaterra preparou-se desde 2000 para os Jogos deste ano. Claro, a Olimpíada no Brasil não vai ser a solução de todos os problemas, mas um pouco de planejamento não faz mal a ninguém. E este planejamento deve ser, tanto na parte organizacional, quanto na esportiva. Se não for assim, corremos o risco de virarmos piada daqui quatro anos.

Síndrome de vira-lata
Com certeza, a maior decepção ficou por conta do futebol masculino. A derrota para o México (sempre ele) nos deixou, novamente, com o gosto amargo da medalha de prata. E claro, após o insucesso, já começaram a “pipocar” campanhas para que alguma mudança seja feita. Afinal, a Copa será daqui dois anos, no quintal de casa. A título de comparação: Mano Menezes, até agora, realizou 31 jogos com o Brasil (antes do jogo contra a Suécia), obtendo seis derrotas e apenas um título, o Superclássico das Américas (conquistado em dois jogos contra uma Argentina sem seus principais craques). Já Dunga, em 60 jogos, teve o mesmo número de derrotas, com dois títulos expressivos (Copa América e Copa das Confederações). Lembrando que Dunga foi execrado pela mídia e torcedores após a derrota na Copa de 2010 e também por não ter levado Neymar e Ganso. E agora, que eles tiveram a oportunidade, decepcionaram. Será que não está na hora de uma mudança, antes que seja tarde demais?

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