Eleitor sem biometria cadastrada pode votar? Entenda
Cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui biometria
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil
A proximidade das Eleições 2026 costuma trazer dúvidas sobre a necessidade da biometria para votar. Apesar de facilitar a identificação do eleitor durante a votação, não ter a biometria cadastrada não impede, por si só, o exercício do voto.
Atualmente, cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não possui biometria cadastrada. Para votar no primeiro e no segundo turno das Eleições 2026, marcados para os dias 4 e 25 de outubro, respectivamente, o principal requisito é estar com a situação eleitoral regular.
A biometria é obrigatória para o alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção das pessoas que realizam o cadastro eleitoral no exterior. A exigência, porém, está relacionada à etapa de inscrição no Cadastro Eleitoral.
Para participar da votação, é necessário estar regularmente inscrito e apto no Cadastro Eleitoral, independentemente de possuir ou não biometria cadastrada.
Como funciona a identificação na urna eletrônica?
Todas as seções eleitorais do país contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas.
Para quem possui a biometria cadastrada, a identificação ocorre antes da liberação do voto, por meio da conferência da impressão digital. O mecanismo acrescenta uma camada de segurança ao processo eleitoral e auxilia na identificação da pessoa habilitada a votar.
E se a digital não for reconhecida?
Mesmo quem possui a biometria cadastrada pode enfrentar dificuldades no reconhecimento da impressão digital no momento da votação.
Nesses casos, a urna eletrônica realiza até quatro tentativas de validação biométrica. Se a identificação não for confirmada, é utilizado um procedimento alternativo para permitir que o eleitor exerça o voto.
Após as tentativas, o sistema solicita que o eleitor informe o ano de nascimento para a confirmação da identidade.

Foto: Divulgação / TRE-BA
Quem não tem biometria também pode votar?
Sim. O eleitor que não possui biometria cadastrada, mas está com a situação eleitoral regular, também pode votar.
Nessa situação, a urna utiliza uma forma alternativa de identificação, solicitando o ano de nascimento do eleitor antes da liberação da votação.
Por isso, não possuir biometria cadastrada não significa que o eleitor esteja impedido de participar das Eleições 2026.
Como funciona para quem vota no exterior?
Nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil, a identificação biométrica não é utilizada durante a votação.
As urnas utilizadas no exterior não solicitam a impressão digital do eleitor. Ainda assim, é necessário estar regularmente inscrito e apto no Cadastro Eleitoral para votar.
O que é a biometria eleitoral?
A biometria eleitoral reúne dados físicos utilizados pela Justiça Eleitoral para identificar cada eleitora e eleitor de forma individual.
O procedimento inclui a coleta das impressões digitais, fotografia e assinatura. Essas informações são armazenadas no Cadastro Eleitoral e podem ser utilizadas tanto durante o atendimento eleitoral quanto no momento da votação.
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Além de reforçar a segurança do processo eleitoral, a biometria auxilia na identificação de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento e contribui para tornar diferentes procedimentos eleitorais mais rápidos e eficientes.
Os dados biométricos coletados pela Justiça Eleitoral também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa voltado à unificação e ao fortalecimento da identificação dos cidadãos em suas relações com o Estado.
Eleições 2026
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, onde houver, ocorrerá em 25 de outubro.
Para o eleitor, a principal orientação é verificar se a situação eleitoral está regular. A ausência de biometria cadastrada, por si só, não impede a votação.