Em busca de uma alimentação mais saudável: moderação é necessária
Nutricionista orienta sobre como iniciar uma mudança de hábitos alimentares, de forma saudável
Foto: Envato Elements
Para quem decide adotar uma alimentação mais saudável, a mudança dos hábitos alimentares é um dos aspectos mais desafiadores. Deixar de ingerir determinados tipos de alimentos pode ser uma tarefa difícil e, para isso, a principal dica é a paciência.
O nutricionista Geliandro Ribeiro explica que, para quem tomou a decisão de mudar seus hábitos alimentares, para ter mais saúde, o primeiro passo é a tomada de consciência sobre os hábitos alimentares que a pessoa possui, atualmente. “Isso inclui observar o que, quando e por que se come. Depois, definir objetivos realistas e sustentáveis, focando na melhoria da qualidade alimentar sem restrições excessivas”, afirma.
De acordo com o nutricionista, o primeiro passo é pensar no planejamento para a mudança nos hábitos alimentares. E, para isso, o acompanhamento de um profissional de nutrição é muito importante.
“O planejamento deve ser gradual, respeitando as preferências, rotina e necessidades nutricionais de cada pessoa. Pequenas substituições, como trocar alimentos ultraprocessados por opções naturais, aumentar o consumo de água e incluir mais frutas e vegetais, ajudam na adaptação sem causar choque ao organismo”, complementa Geliandro.
Caso esta mudança de hábitos não seja feita com um acompanhamento especializado e ainda de forma radical, com alterações bruscas e cortes abruptos de determinados alimentos, pode haver prejuízos para a saúde, ao invés de ser algo benéfico e saudável, como deve ser.
“Mudanças bruscas podem levar a efeitos negativos como deficiências nutricionais, fadiga, compulsão alimentar, ansiedade e desmotivação. Além disso, dietas muito restritivas aumentam o risco de abandono e efeito sanfona, dificultando a manutenção dos novos hábitos no longo prazo’, frisa o nutricionista.
O que pode ser reduzido ou substituído são alguns alimentos que pouco acrescentam em termos de valores nutricionais para o organismo. Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares refinados, gorduras trans e excesso de sódio são os primeiros a serem reduzidos. Isso inclui refrigerantes, fast food, embutidos, salgadinhos industrializados e doces em excesso.
“Porém, o que deve ocorrer é uma redução e não restrição total, principalmente para as pessoas que tem alto consumo desses alimentos. Fazendo isso de forma progressiva, evitamos compulsões e facilitamos a adaptação”, alerta.
O profissional de nutrição também chama a atenção para outro cuidado importante que o público deve adotar, relacionado ao que se vê nas redes sociais. Seguir “dietas da moda” sem acompanhamento, cortar grupos alimentares essenciais sem necessidade, basear-se em informações de fontes não confiáveis ou se privar de maneira extrema, pode levar a desequilíbrios físicos e emocionais.
“Também é importante entender que não existem soluções milagrosas. O segredo para uma alimentação saudável está no equilíbrio e na constância. Uma alimentação equilibrada não se resume a contar calorias ou seguir regras rígidas, mas sim a criar um estilo de vida que seja saudável e prazeroso ao mesmo tempo. O objetivo deve ser sempre melhorar a relação com a comida, garantindo que a alimentação saudável se torne parte natural do dia a dia, sem sofrimentos ou privações desnecessárias”, enaltece.
Por fim, o nutricionista também reforça a importância do acompanhamento com um profissional da área para garantir o emagrecimento e a alimentação saudáveis.
“O nutricionista é o profissional capacitado para elaborar um plano alimentar adequado às necessidades do paciente, garantindo que a mudança seja nutricionalmente equilibrada e sustentável. Além disso, ele pode ajudar na reeducação alimentar, evitando armadilhas comuns de dietas restritivas”, finaliza.
