Saúde

Vigilância Epidemiológica divulga novo boletim da gripe

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) divulgou nesta terça-feira, 18 de abril, o boletim da situação da gripe no estado. Segundo os dados da instituição, de 1º de janeiro a 08 de abril, foram confirmados 147 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Santa Catarina.

26 de abril de 2017

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) divulgou nesta terça-feira, 18 de abril, o boletim da situação da gripe no estado. Segundo os dados da instituição, de 1º de janeiro a 08 de abril, foram confirmados 147 casos suspeitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Santa Catarina. Destes, 15 foram confirmados como sendo Influenza, um deles de Influenza A (H1N1), 12 pelo vírus H3N2, um está aguardando subtipagem para identificação do vírus e um confirmado com Influenza B.
Outros 103 casos tiveram resultado negativo quanto à presença do vírus, um possui contaminação por outro vírus respiratório e 28 encontram-se em investigação. Os municípios que registraram casos confirmados do vírus foram Blumenau, Florianópolis, Sangão, Balneário Camboriú, Chapecó, Imbituba, Itajaí, Lages, Mafra, Palhoça e Tunápolis. 
Dos 15 casos de SRAG confirmados como Influenza, nove apresentaram algum fator de risco associado, 13 evoluíram para a cura e dois óbitos. Somente um paciente não fez uso do antiviral Oseltamivir(Tamiflu) e 14 fizeram uso de antiviral em até cinco dias após o início dos sintomas de síndrome gripal (febre, tosse ou dor de garganta e, pelo menos, mais um dos sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia).

Perfil dos óbitos em Santa Catarina – Até o dia 12 de abril, foram notificados 15 óbitos por SRAG, sendo dois casos confirmados pelo vírus Influenza A (H3N2). 12 tiveram resultado negativo para o vírus Influenza A e B, classificados como SRAG não específica de um caso diagnosticado como SRAG por outros vírus respiratórios.
Os dois óbitos eram pacientes residentes em Lages e Florianópolis, que apresentaram fatores de risco associados, sendo um portador de Diabetes Miellituse outro de doença cardiovascular crônica e obesidade. Ambos fizeram uso de oseltamivir três dias após o início dos sintomas.

Vírus em Santa Catarina – Em relação aos tipos de vírus predominantes no estado, no ano passado o que mais circulou em Santa Catarina foi o H1N1, totalizando 722 casos e 114 mortes. Este ano, até o último boletim, acredita-se que o vírus que mais vai circular seja o H3N2. 
Os dados contidos nesse informe são da vigilância universal de Síndrome Respiratória Aguda Grave, que monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento do vírus Influenza, orientando os órgãos de saúde na tomada de decisão frente à ocorrência de casos graves de SRAG causados pelo vírus. Os dados são coletados pelas secretarias municipais de saúde, por meio de formulários padronizados e inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação on-line: SINAN Influenza Web. As amostras laboratoriais são coletadas e encaminhadas para análise no Laboratório Central (Lacen). As informações apresentadas neste informe são referentes ao período que compreende as semanas epidemiológicas (SE) 1 a 14 de 2017, ou seja, casos com início de sintomas de 03 de janeiro a 08 de abril de 2017.

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