Saúde

Outubro Rosa: diagnóstico precoce pode fazer diferença no tratamento do câncer, alerta fisioterapeuta

Dra. Natália Stasaitis reforça a importância do autocuidado e dos exames preventivos e destaca atendimento gratuito de fisioterapia pélvica oferecido pela Rede Feminina de Pomerode

9 de outubro de 2026

Foto: Envato Elements / Imagem ilustrativa

O Outubro Rosa é um período de reforço à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, mas também pode ser um momento para olhar de forma mais ampla para a saúde da mulher. Em Pomerode, a fisioterapeuta pélvica Dra. Natália Stasaitis chama atenção para a importância de não adiar consultas e exames e de transformar o autocuidado em parte da rotina.

Segundo ela, o diagnóstico de um câncer não deve ser encarado como o maior problema. O que pode tornar o enfrentamento da doença mais difícil é descobrir a alteração tardiamente, quando ela já avançou.

“Não é horrível ou péssimo descobrir um câncer. É muito ruim quando ele está ali e a gente não sabe o quanto ele está impactando na saúde da gente”, destaca Natália.

A profissional explica que identificar a doença em uma fase inicial pode ampliar as possibilidades de tratamento e, em muitos casos, permitir uma abordagem menos complexa. O Ministério da Saúde também destaca o diagnóstico precoce e o rastreamento como estratégias importantes para reduzir a mortalidade por câncer.

Para o triênio de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão técnico do Ministério da Saúde, estima 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no Brasil. Entre as mulheres, a doença representa cerca de 30% dos casos novos de câncer, sem considerar os tumores de pele não melanoma.

Atenção aos sinais e à rotina de prevenção

No câncer de mama, alterações como caroço ou nódulo persistente na mama ou axila, mudanças na pele da mama, alterações no mamilo e saída espontânea de secreção devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

Natália reforça que a mulher também deve conhecer o próprio corpo e procurar atendimento caso perceba alguma mudança. Porém, a ausência de sintomas não significa que os exames preventivos possam ser deixados de lado.

O Ministério da Saúde orienta atualmente o rastreamento mamográfico para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, como estratégia populacional para mulheres sem sinais ou sintomas. A mamografia também pode ser solicitada para investigação quando existem alterações suspeitas, independentemente da idade.

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O histórico familiar também merece atenção. De acordo com o INCA, fatores como idade, histórico familiar e determinadas características genéticas podem aumentar o risco de câncer de mama. Mulheres com histórico importante de câncer de mama ou ovário na família podem necessitar de avaliação individualizada.

“Além do autoexame das mamas, é muito importante a consulta médica também com uma frequência adequada”, destaca a fisioterapeuta.

Dra. Natália Stasaitis (Foto: Arquivo pessoal)

E o câncer do colo do útero?

Embora o Outubro Rosa tenha o câncer de mama como principal foco, Natália também chama atenção para a prevenção do câncer do colo do útero, doença diretamente relacionada à infecção persistente por tipos oncogênicos do HPV.

Para o período de 2026 a 2028, o INCA estima 19.310 novos casos de câncer do colo do útero por ano no Brasil.

O rastreamento da doença também está passando por uma atualização no SUS. O Ministério da Saúde adotou o teste molecular DNA-HPV como exame primário para mulheres de 25 a 64 anos. Quando o resultado é negativo, a periodicidade prevista é de cinco anos. A implementação ocorre gradualmente na rede de saúde.

A prevenção, portanto, envolve vacinação contra o HPV e acompanhamento ginecológico. Mesmo quem foi vacinada deve realizar o rastreamento na idade recomendada, já que a vacina não protege contra todos os tipos de HPV capazes de causar câncer.

Vacinação contra o HPV está disponível pelo SUS

Outro ponto destacado por Natália é a vacinação contra o HPV. Atualmente, o Calendário Nacional de Vacinação prevê uma dose da vacina contra o HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Além disso, em 2026, o Ministério da Saúde mantém uma estratégia de resgate para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que não foram vacinados, disponível até 31 de dezembro.

A vacina é uma das principais formas de prevenção das infecções pelo HPV e contribui para evitar doenças associadas ao vírus, incluindo o câncer do colo do útero. Ela também está relacionada à prevenção de outros tipos de câncer associados ao HPV.

É importante, contudo, diferenciar as estratégias: a vacinação contra o HPV não previne o câncer de mama. Para o câncer de mama, o foco está no acompanhamento da saúde, na avaliação de fatores de risco, na investigação de alterações e no rastreamento mamográfico conforme as recomendações.

Vacina contra o HPV (Foto: Sid Macedo Ascom / SES / SC)

“Autocuidado é um sinal de amor próprio”

Para Natália, a principal mensagem do Outubro Rosa está justamente no autocuidado. “Para a gente continuar cuidando de tudo ao redor da gente enquanto mulher, é importante que a saúde da gente também esteja 100% em dia”, afirma.

A recomendação é que mulheres não esperem o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. Consultas de rotina, exames indicados para cada faixa etária e avaliação diante de qualquer alteração fazem parte de uma estratégia de cuidado contínuo.

“Autocuidado, autoexame e marcar o exame com o seu ginecologista é, sim, um sinal de amor próprio”, resume a fisioterapeuta.

Rede Feminina oferece fisioterapia pélvica gratuita 

Além do trabalho de conscientização, a Dra. Natália Stasaitis realiza atendimentos semanais de fisioterapia pélvica na Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode.

Os atendimentos acontecem todas as segundas-feiras pela manhã, no ambulatório da entidade, e são oferecidos gratuitamente para pacientes que já passaram, em algum momento, por tratamento de qualquer tipo de câncer.

Mulheres interessadas em receber o atendimento podem procurar diretamente a recepção da Rede Feminina para obter informações e verificar o atendimento.

Serviço

Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode

Edereço: Rua Hermann Weege, 1019, Centro, Pomerode
Fisioterapia pélvica: segundas-feiras pela manhã
Atendimento: gratuito para pacientes que já passaram por tratamento de câncer

 

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