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VÍDEO: a tradição do “Stüppen” preservada em Pomerode, no amanhecer da Páscoa

Grupo de amigos revela a alegria em poder manter a cultura das apresentações da Serenata de Páscoa

31 de março de 2024

Foto: Raphael Carrasco/JP

Manter uma das tradições da Páscoa em Pomerode. Este é o objetivo de um grupo de cinco amigos, que se uniu para formar um conjunto de “Stibas” ou “Stüppen”.

Alberto Eggert, Sandro Lemke (conhecido como Nino), Wyllyam Kupas (popularmente chamado de Kupas), Gustavo Alencar e Jean Carlos Rahn se reúnem na véspera de Páscoa e, assim que chega à meia-noite do domingo que marca a ressurreição de Jesus, começam o seu caminho, de casa em casa, para tocarem músicas e espalharem a alegria pela ressurreição de Cristo.

Os Stüppen/Stibas, ou os tocadores da Serenata de Páscoa, que “acordam” os moradores com sua música, anunciando a ressurreição de Cristo.

Segundo os integrantes, o grupo está junto desde 2020, mas os músicos já participavam da tradição, com outros grupos, há vários anos.

Normalmente, os cinco amigos realizam a Serenata de Páscoa nas regiões de Testo Alto e Testo Rega. Bem antes da Páscoa, as pessoas os procuram, interessadas em receber a visita dos Stibas no amanhecer de domingo. Assim, o grupo anota quem os procurou e faz uma lista de lugares a serem visitados, na manhã de Páscoa, para atenderem o máximo de residências possível.

“Fazemos esta lista, ensaiamos as músicas, até antes do acontecimento. À meia-noite saímos para tocar nas casas e manter a tradição dos Stibas, indo até cerca de 8h do domingo de Páscoa. Nas casas, as pessoas nos servem café, alguma outra bebida, como a cachaça, uma cerveja e nos dão um vinho para levarmos. As pessoas realmente são bem receptivas. Normalmente tocamos uma valsa, um xote, uma marchinha, sempre em alemão, um estilo tradicional de música. Algumas pessoas já ficam nos esperando, outras até é difícil de acordar, porque não marcamos um horário para cada casa, aparecemos meio `de surpresa`”, contam os integrantes do grupo de Stibas.

Para os amigos, a celebração da Páscoa só fica completa caso realizem a Serenata de Páscoa, já que a tradição foi aprendida na infância e, hoje, é mantida com orgulho por cada um deles.

“É algo que nos dá alegria, emociona. As pessoas realmente gostam, todos adoram quando vamos tocar e por isso continuamos, além das histórias que vamos vivendo enquanto tocamos como Stibas. O sentimento é realmente de alegria, é gratificante termos a chance de poder continuar esta tradição e ficamos contentes por visualizar a alegria das pessoas, que nos recebem com um sorriso no rosto. Não é fácil virar a noite, mas o sentimento depois é de dever cumprido. Se não fazemos o Stibas, parece que falta algo na Páscoa”, finalizam.

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