Vai um aí?
Diferente do que muitos pensam, o chope chegou ao Brasil com a família Real Portuguesa em 1808, e não com os colonizadores alemães.
Diferente do que muitos pensam, o chope chegou ao Brasil com a família Real Portuguesa em 1808, e não com os colonizadores alemães. A bebida era cara, já que vinha da Europa (principalmente Inglaterra), e por isto, neste período, apenas a Corte podia consumir a bebida.
Aos poucos ela foi se difundindo em bares e se transformou em uma das mais consumidas bebidas do país. O sucesso é consequência de vários fatores, como sua leveza aliada a baixas temperaturas, que compõem a combinação ideal para combater o calor dos trópicos e ainda dar aquela relaxada, seja depois de um dia estressante no trabalho ou em uma conversa informal com amigos no bar.
Na Europa, segundo o ranking de consumo de chope e cerveja, a Alemanha é o país líder, somando 123 litros consumidos ao ano por pessoa, ou seja, cada alemão ingere em média, um copo de 300 ml por dia.
Contudo, em países europeus, o chope é bem diferente do que nós conhecemos por aqui. Não o gosto, mas o modo como ele é servido. Na Alemanha e em alguns países da Europa tanto o chope quanto a cerveja são servidos em temperatura ambiente para que seja possível apreciar os sabores e aromas da bebida.
Especialistas afirmam que no Brasil se bebe chope e cerveja gelados justamente pela menor qualidade dos componentes. Eles explicam que aqui, os níveis exigidos pela lei brasileira na mistura do malte e da cevada são diferentes dos exigidos dos produtores na Alemanha, por exemplo, o que acaba tornando, no geral, a cerveja ou chope brasileiro inferior à produção europeia.
O que a temperatura importa
O mito principal da temperatura do chope é a típica frase: “Pra ser bom, tem que ser gelado”. Contudo, há indícios de que se o chope estiver muito gelado, ele não terá o mesmo sabor, já que prejudica a formação de espuma e tira a sensibilidade das papilas gustativas, adormecendo-as, o que, consequentemente, compromete seu aroma e sabor.
O ideal é que o chope seja tirado da máquina em uma temperatura que varia entre zero e dois graus, para que chegue até a mesa, logo em seguida, com três ou quatro graus, para, então, ser consumido entre seus e oito graus.
Com que copo tomar
O copo conhecido como caldereta (fino embaixo e mais largo na parte superior) apresenta, segundo os entendidos, o formato ideal para o consumo de chope, pois facilita a formação do colarinho.
Em geral, pode-se dizer que os copos de vidro de espessura fina ou de cristal também são indicados para apreciá-lo, porque o contato da boca com um recipiente mais fino e gelado torna a degustação mais prazerosa.
Curiosidades
Se alguém tem o costume de pedir chope sem colarinho, melhor perde-lo imediatamente. Chope sem colarinho não é chope, pois o objetivo da espuma, na verdade, não é desperdiçar o dinheiro do cliente com alguns centímetros a menos de chope, mas deixar a bebida mais saborosa e manter o gás por mais tempo. Ela protege o contato do chope com o oxigênio do ambiente (que faz a bebida amargar) e também ajuda a manter sua temperatura. É indicado que o colarinho tenha em torno de 3 cm de espuma.
Tomar chope de canudinho não faz com que a pessoa fique bêbada mais rapidamente. O canudo em si não tem efeito algum. O que ocorre é que, com ele, a pessoa acaba bebendo mais rápido e em maior quantidade, o que naturalmente provoca um maior efeito da bebida no organismo.
O teor alcoólico do chope varia entre 4,5% e 5%. É um teor baixo comparado aos do vinho, licor e alguns destilados, que possuem 8%, 22% e 42% respectivamente.
Quanto mais jovem o chope for consumido, melhor será seu sabor.
90% da fórmula do chope é formada por água.
A palavra “chope”, utilizada para designar a bebida no Brasil, vem do alemão “Schoppen”, que equivale a uma medida de volume de 300 ml.
Um barril tem prazo de validade de dez dias. Por isso é bom frequentar bares onde o chope tem mais saída ou bares que utilizam barris menores.
O chope é feito basicamente de água tratada, malte (que é feito de cevada), cereais cervejeiros (como o milho e o arroz), carboidratos e lúpulo (uma planta parecida com a cevada).
Um estudo do Colégio Oficial de Médicos de Astúrias revela que “a barriga de chope é um mito”, pois um consumo moderado da bebida, de até meio litro diário, associado a uma dieta como a mediterrânea, não engorda e reduz o risco de diabetes e hipertensão.