Saúde

Vacina da Gripe: um luxo de poucos

A Campanha de Vacinação segue até o dia 26 de abril e tem como meta 80% da população que faz parte dos grupos prioritários que tem direito a vacina de forma gratuita. No entanto, em Pomerode, esse número ultrapassou pouco mais de 50%, de acordo com Eliana Dias, gerente da vigilância epidemiológica de Pomerode.
O grupo que mais tem abrangência é um dos que menos procuram pela vacina, afirma.

1 de junho de 2015

A Campanha de Vacinação segue até o dia 26 de abril e tem como meta 80% da população que faz parte dos grupos prioritários que tem direito a vacina de forma gratuita. No entanto, em Pomerode, esse número ultrapassou pouco mais de 50%, de acordo com Eliana Dias, gerente da vigilância epidemiológica de Pomerode.
O grupo que mais tem abrangência é um dos que menos procuram pela vacina, afirma. Eliana está se referindo aos idosos que, anteriormente, recebiam vacinação em pontos estratégicos, mas que agora precisam se encaminhar até uma unidade de saúde do município.
Dos quase 29 mil habitantes pomerodenses, a vacina não chega, de forma gratuita, nem à metade da população. Com isso, clínicas particulares estão cobrando, em média, R$ 70 para a aplicação da vacina, o que resulta em um novo debate: Por que a população inteira não recebe a vacina?
Em enquete realizada pelo Jornal de Pomerode, todos os entrevistados são a favor da vacinação para todos, tendo em vista que Saúde é um direito garantido pela Constituição. No entanto, esta polêmica gera outra questão, desta vez, orçamentária nos municípios brasileiros.
Estão sendo imunizados idosos com mais de 60 anos, gestantes, mulheres em período de puerpério (até 45 dias após o parto), crianças de seis meses a dois anos, índios, profissionais de saúde e doentes crônicos. A população carcerária também recebe a dose.
Balanço parcial do Ministério da Saúde indica que 5,5 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe até as 12h de sábado, 20 de abril, Dia de Mobilização Nacional contra a doença. O número representa 17,5% do público-alvo de 39,2 milhões de pessoas.
Além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, a campanha também quer imunizar a população contra outros dois tipos do vírus influenza: influenza A H3N2 e B.

O primeiro caso em 2012 – O vírus Influenza H1N1 nunca deixou de existir desde o seu ápice, que ocorreu em 2009 com uma pandemia mundial. Em 2011, alguns casos foram registrados, mas nenhuma morte. No entanto, em 2012 novos casos estão sendo registrados e Santa Catarina esteve inclusa nesta lista.
O ano de 2013 tem se mostrado muito menos atingido pela gripe do que os anos anteriores, onde cidades como Blumenau, Itajaí, Florianópolis e Rio do Sul registraram casos de óbitos confirmados.
No ano passado, até Pomerode confirmou a primeira morte causada em virtude da Gripe A no dia 12 de junho de 2012.
Márcia Erdmann Borchardt, de 43 anos, faleceu no final da tarde de domingo, dia 10 de junho, enquanto estava sendo transferida do Hospital e Maternidade Rio do Testo para um Hospital em Blumenau. A causa da morte divulgada oficialmente na terça-feira, dia 12 de junho, confirmou a suspeita de Gripe H1N1.

Eficácia – Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Entre os idosos, pode reduzir o risco de pneumonia em aproximadamente 60%, e o risco global de hospitalização e morte em cerca de 50% a 68%, respectivamente.
A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial de Saúde, e é respaldada por estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Medidas preventivas – Além da vacina, algumas medidas para prevenir a gripe devem ser tomadas, como lavar as mãos e utilizar álcool gel, cobrir o nariz e a boca ao espirrar. E quando sentir os sintomas da gripe, a pessoa deve sempre procurar o médico, mesmo que tenha sido vacinada.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe não tem previsão de ser prorrogada pelo Ministério da Saúde, por ora, por isso é importante que as pessoas dos grupos prioritários se imunizarem até o dia 26 de abril em uma das 1,8 mil unidades básicas de saúde distribuídas nos 295 municípios catarinenses.

Sobre a Campanha de Vacinação da Gripe, qual a sua opinião em relação ao público que ela abrange?

Eu penso que as vacinas deveriam vir mais cedo. E acho que é direito de todos.

Paula Qeffler, 68 anos, do lar.

Eu gosto, por que ganho a vacina desde os 59 anos. Já cuidei de muitas pessoas doentes e sempre levei vacinar. Acho que deveria ter para todos, principalmente para quem trabalha no comércio e tem contato com muitas pessoas.

Lúcia Hardt, 70 anos, aposentada

Devia ter para todos, porque todos pagam impostos e deviam ter direitos iguais.

Ivo Kleinschmidt, 66 anos, aposentado

Todas as pessoas, tanto crianças acima de dois anos em geral. Porque a gripe pega todo mundo. E também deveria ser facilitado o acesso à vacina. Quem quer tomar particular tem que tomar 2 doses e custa 70 reais cada uma, então gasta 140 reais.

Cátia Inês Romig, 32 anos, gerente

Eu acho que deveria vir para todo mundo. Mesmo que os idosos e crianças tem mais vulnerabilidade à gripe, deveria ter para todos.

Sandy Thais Doege, 20 anos, auxiliar administrativa

Eu acho que deveria ter a vacina para toda a população.

Vanessa de Almeida, 21 anos, atendente

Acho que seria muito bom se todas as pessoas recebessem a vacina.

Gabriel Stefan, 16 anos, estudante

A vacina deveria vir para todo mundo, pois todos podem ficar doentes.

Ricardo Hoffmann, 15 anos, estudante

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