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União de forças, de quem tem muito em comum

Alunos haitianos auxiliam uns aos outros na adaptação escolar, na EBM Hermann Guenther

9 de outubro de 2021

Há cerca de 10 anos, Pomerode recebia diversos imigrantes vindos do Haiti, após a tragédia que abateu o País, com o terremoto de 2010. Em busca de uma vida melhor, eles migraram para o Brasil e, diversos deles chegaram a Pomerode, para trabalhar e recomeçar sua vida em nossa cidade.

Aos poucos, suas famílias também chegaram à nossa cidade e, com elas, as crianças haitianas chegaram à nossa cidade e ingressaram nas escolas do município, várias delas na Escola Básica Municipal Hermann Guenther, no Ribeirão Clara.

O primeiro aluno haitiano da história da escola é Ronalson Jean, de 15 anos, que chegou à escola aos sete anos de idade, ingressando no Ensino Fundamental 1. Ele veio da capital do Haiti, Porto Príncipe e afirma que sua maior dificuldade não foi idioma.

 

 

“O problema que eu tive foi me acostumar ao frio e aos costumes daqui. Mesmo assim, eu consegui fazer muitos amigos e gosto muito deles, assim como dos professores da escola. Hoje sou bem feliz morando e estudando aqui”, afirma o estudante.

E a boa experiência na escola já despertou em Ronalson o desejo de fazer mais, pois ele contou que deseja participar da eleição para o cargo de vereador mirim, representando a Escola Hermann Guenther e a comunidade. “Quando os outros alunos ofereceram a chance de participar eu pensei no assunto e depois um aluno do 9º explicou como funcionava e eu me interessei em tentar”, destaca.

Ronalson é um exemplo positivo para os outros 10 alunos haitianos que estudam no local, da pré-escola ao 7º ano. Três destes estudantes chegaram há pouco mais de duas semanas a Pomerode e à escola, vindos do Haiti. Segundo o diretor da instituição, Jelson Luís da Silva, a principal dificuldade é a questão do idioma.

 

Ronalson Jean, primeiro haitiano da escola. (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

 

“A nossa maior dificuldade, no início e quando chega um aluno estrangeiro novo, principalmente do Haiti, é a questão do idioma. Muitos dos alunos vieram de regiões diferentes e, portanto, falam diferentes dialetos. Os três alunos novos, que chegaram recentemente à Escola, vieram da mesma região que uma aluna que já está conosco há mais tempo, por isso ela está ajudando neste início, como uma intérprete para eles”, comenta o diretor.

Anne Lourdie é a aluna que auxilia os colegas mais novos na escola e, além disso, a equipe escolar utiliza ferramentas como o Google Tradutor e se empenha para integrá-los à rotina escolar da melhor forma possível. 

O diretor a Escola Hermann Guenther ressalta, ainda, as diversas qualidades que os alunos haitianos agregam à escola e à comunidade, como um todo.

 

Os alunos haitianos se ajudam em sala de aula, principalmente com o idioma. (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

 

“O que sempre chamou a nossa atenção com relação a estes alunos é a aptidão que eles têm para a música e, inclusive, muitos fazem parte da fanfarra da escola. Além disso, outra grande virtude é a boa educação que eles trazem consigo, que é exemplar. Nunca tivemos nenhum problema de comportamento, são todos muito respeitosos, e o nível de aprendizagem deles é ótimo. A Anne, inclusive, demonstra um desenvolvimento escolar incrível”, enaltece Silva.

Os alunos haitianos que estudam na Hermann Guenther são: Anna Lourdie, Duniara Constant, Débora Sainvil Constant, Athos Tortolini Mastrangelo, Sanchez Fernanders Jean Baptiste, Arthur Valentino de Quadra Gani, Emmanuella Wesnayda Jean Gilles e os três novos são Mensley Tinville, Mylot Tinville e Ernsley Tinville.

 

Alunos estrangeiros da EBM Hermann Guenther. (Foto: Isadora Brehmer / Jornal de Pomerode)

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