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Uma vida tendo os cavalos como companhia

Miro Just fala sobre a paixão pelos equinos e em como isso se tornou, também, um hobby junto da família

2 de março de 2024

Miro possui um painel com diversas fotos de competições, cavalgadas e desfiles. (Foto: Isadora Brehmer / JP)

A paixão por cavalos surgiu naturalmente na vida de Miro Just. Desde criança, com os avós e os pais, o pomerodense já tinha contato com os animais, pois os avós tinham cavalos e bois, e trabalhavam com eles. Depois, os pais continuaram com a tradição familiar, assim como Miro.

Quando o pomerodense criou a madeireira, fazia parte do trabalho com o auxílio dos cavalos. E mesmo quando substituiu a tração animal por máquinas, os cavalos continuaram fazendo parte da rotina, mas agora para o lazer.

“Quando não usava mais os cavalos na madeireira, continuei com eles na propriedade e adquiri mais. Inclusive, hoje temos mais cavalos do que naquela época, também para os meus filhos e os netos. Temos oito cavalos na propriedade. Participamos de cavalgadas, passeios, e eu também participo dos desfiles típicos, com as charretes e também às vezes faço passeios com turistas ”, conta Miro.

Com o neto, Gustavo, Miro exibe um de seus troféus conquistados. (Foto: Isadora Brehmer / JP)

 

A relação com os cavalos trouxe momentos de lazer, amizades e premiações, em diversas competições. “Participei muitas vezes de eventos com cavalos e tenho uma parede repleta de troféus, conquistados em torneios em toda a região e no estado. Em 20 anos de competições, eu conquistei mais de 90 vezes o primeiro lugar, além de muitas segundas colocações e várias vezes em que não ganhei nada, mas fiquei feliz por participar”, conta o aposentado.

No entanto, com o passar do tempo, estas competições foram se extinguindo e, hoje, Miro participa mais de cavalgadas, com a companhia da família. “Sempre adorei os cavalos e para mim são animais de estimação e uma companhia valiosa. Eu os alimento, cuido deles diariamente e, embora tenha ajuda, estou sempre atento a este cuidado. As competições sempre foram algo muito divertido, fiz muitas amizades, alguns já faleceram e alguns ainda encontro em cavalgadas e relembramos as histórias. Aqui chegamos a promover um evento que reuniu cerca de 1,2 mil pessoas para um almoço, em um domingo, vindas de diversas cidades, todos adoradores de cavalos e que criavam os animais”, afirma.

Miro também é uma figura conhecida nos desfiles típicos da Festa Pomerana, normalmente participando com dois cavalos e, inclusive já tendo transportado uma das figuras mais importantes do estado de Santa Catarina.

“Quando comecei aluguei o carro de mola e depois comprei um, na cidade de Ibirama, o qual continua conosco até hoje, já reformado duas ou três vezes. Em meu carro de mola, nos desfiles, já lei o falecido governador Luiz Henrique da Silveira. Há cinco anos também participo dos desfiles da Oktoberfest”, conta.

 

Para os desfiles, sempre existiu uma preparação especial, segundo Just. “Antigamente, saía daqui um ou dois dias antes, com os cavalos e os carros de mola e ficava na casa de amigos em algum lugar até chegar lá na data do desfile. Hoje, levamos a carroça alguns dias antes, para que a organização o decore, e só depois vamos com os cavalos. E o cuidado começa antes, com o banho nos cavalos, a preparação deles, o deslocamento até lá. Mas todo o empenho é recompensado quando vemos as pessoas sorrindo, elogiando, nos sentimos felizes e orgulhosos”, enaltece.

Just também reforça que aceitar um convite para um desfile típico também representa um compromisso, que é sempre seguido à risca. “A participação nos desfiles é um compromisso que assumimos e que precisamos cumprir então também é uma responsabilidade, algo ensinado na família”, declara.

Miro durante o desfile da Festa Pomerana de 2023. (Foto: Isadora Brehmer / JP)

 

E falando em família, assim como Miro pôde compartilhar momentos com os avós e os pais, hoje os filhos e netos também vivenciam as experiências com os cavalos. A família participa de cavalgadas, em toda a região, e também promove eventos deste tipo também.

“Meus filhos, desde pequenos, acompanhavam nos desfiles e nas cavalgadas, algo que é repetido com os netos. Hoje em dia, gostaria de poder dedicar mais tempo ao cuidado com os cavalos e às vivências com a família, mas também temos outras obrigações”, pondera Just.

A filha, Jandirce Just Heringer, destaca a emoção em poder compartilhar o amor pelos cavalos em família, com o irmão, John Just, e também ver o gosto pelos animais florescer em seu marido, Alicio Heringer e em seus filhos, Caio Henrique e Gustavo Heitor, de 15 e 10 anos.

Jandirce, Caio, Miro, John e Gustavo, na propriedade da família. (Foto: Isadora Brehmer / JP)

 

“Ele gostaria que, depois, quando não estiver mais aqui, fazer com que eles gostassem disso e continuem esta tradição, com amor pelos cavalos. Para meu pai os cavalos são tudo e passaram a ser para mim também. Hoje, participamos das cavalgadas e praticamente todos vão junto e ficamos mais unidos. Meus filhos montam desde pequenos, desde os primeiros anos de vida, e é algo muito bonito ver as crianças montando e se dando bem com os cavalos, pois é uma ocupação saudável, além de criar um senso de responsabilidade, já que os cavalos precisam deste cuidado diário”, finaliza Jandirce.

Família participa de diversas cavalgadas. (Foto: Divulgação)

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