Uma trajetória de sucesso
Há duas décadas, era criada uma das entidades mais representativas de Pomerode, a Rede Feminina de Combate ao Câncer.
Há 20 anos, começava uma história de sucesso em Pomerode, de uma entidade dedicada à cuidar da saúde e do bem-estar de quem enfrenta a dura batalha contra o câncer.
Em 31 de outubro de 2000 era fundada, oficialmente, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Pomerode, graças à atuação de um grupo, formado, em sua maioria, por mulheres.
A iniciativa de implantar a Rede em Pomerode, partiu do grupo Rotary Club de Pomerode. À frente deste trabalho esteve, na época, a presidente do Rotary, Rejane Koch Goede. Na época, a Rede Feminina de Indaial procurou o Rotary e sugeriu a criação de uma sede em Pomerode, falando sobre a importância do trabalho.
A presidente, depois, partiu em busca de novos apoiadores. A Rede de Indaial, considerada madrinha da pomerodense, ajudou no processo e também foi realizado o contato com a Rede Feminina Estadual de SC, para formalizar a criação.
No começo, foram inúmeras palestras preparatórias até que estivesse tudo pronto e o serviço pudesse ser prestado. A iniciativa voluntária deu certo – e muito – e, hoje, a Rede Feminina representa uma grande rede de apoio às mulheres pomerodenses.
As primeiras reuniões eram na sede do próprio Rotary Club, onde hoje funciona o “La Spezia Ristorante”. Depois deste local, foram duas outras sedes alugadas até que, em 2017, a RFCC conseguisse realizar o sonho de ter a sua sede própria. As sócias fundadoras estão enumeradas em um box, ao fim da matéria.

Foto: Divulgação
Quem esteve presente nesta iniciativa pioneira é a voluntária Maria Sulamita Faqueti Amandio, uma das fundadoras da RFCC em Pomerode e que esteve presente a partir da segunda reunião para organizar a criação da Rede Feminina na cidade. “Partiu do Rotary a iniciativa de criar a Rede Feminina em Pomerode e eu tive o privilégio de poder fazer parte deste início”, comenta. Sulamita também foi presidente da Rede Feminina por três mandatos.
A atual voluntária e ex-prefeita de Pomerode, Magrit Krueger, estava em seu primeiro ano de mandato, quando a Rede foi criada. “Eram cerca de 15 voluntárias e, como eu também tive câncer em 1983, eu sabia da importância desta entidade, então, sempre fui uma apoiadora”, destaca.
Após a criação oficial da entidade, o trabalho começou a ser realizado na cidade, à medida que a RFCC ia se estruturando. Nos primeiros anos, a Rede ficou sediada onde é localizada a Associação Empresarial de Pomerode (Acip) e, pelo local reduzido, eram realizados apenas alguns poucos serviços.
“Oferecíamos alguns exames preventivos, basicamente. As reuniões eram feitas na sede da Secretaria de Saúde e o brechó funcionava em alguma sala que alugávamos na cidade. Quando fui secretária da Rede, eu trabalhava em casa, pois nosso espaço era reduzido”, conta Sulamita.
Oferecíamos alguns exames preventivos, basicamente. As reuniões eram feitas na sede da Secretaria de Saúde e o brechó funcionava em alguma sala que alugávamos na cidade. Quando fui secretária da Rede, eu trabalhava em casa, pois nosso espaço era reduzido.
Depois dali, a Rede Feminina foi transferida para uma sede alugada no Centro, próxima à Praça Jorge Lacerda. Mas, de acordo com Sulamita, sempre houve a intenção de ter uma sede própria para a Rede. O sonho começou a se tornar realidade a partir de 2010, quando a entidade conseguiu um terreno, por meio de uma concessão junto ao Governo do Estado, onde seria construída a sede própria.
Com esta etapa concluída, começou a parte mais difícil, que era a construção da sede, que se iniciou em julho de 2016, após seis anos da obtenção do terreno. Para angariar os fundos necessários para concluí-la, diversos eventos beneficentes foram realizados, como cafés, rifas e pedágios, além de sempre contar com doações e auxílio de voluntários. O sonho se tornou, oficialmente, realidade, em 30 de junho de 2017, quando foi inaugurada a sede própria da RFCC em Pomerode.
Ao longo dos anos, segundo Sulamita, foram inúmeros desafios, como perdas ocasionadas pela enchente, de arquivos e materiais, falta de voluntárias, no começo, e a construção da sede, que foi trabalhosa e teve um custo alto. “Mas fizemos questão de construir algo duradouro, que ficasse para o futuro”, destaca.

Inauguração da nova sede foi a realização de um sonho (Foto: Arquivo JP)
Sulamita enaltece, ainda, que a Rede Feminina se tornou uma segunda família, e que em seus anos junto à entidade, foram diversos aprendizados.
“A Rede sempre foi uma extensão da casa, para mim, sempre foi bom fazer parte de tudo isso, a Rede faz parte da minha vida. Eu já ajudava antes, e com a participação na Rede, essa vontade se fortaleceu ainda mais. É gratificante acolher pessoas, dar amparo, carinho, sempre damos um jeito de transmitir força aos pacientes. É tudo feito de coração, e pude ter uma visão diferente das coisas e me tornar um ser humano melhor. A Rede é algo do meu coração, é algo lindo e uma causa muito nobre”.
É gratificante acolher pessoas, dar amparo, carinho, sempre damos um jeito de transmitir força aos pacientes. É tudo feito de coração, e pude ter uma visão diferente das coisas e me tornar um ser humano melhor.
A atual presidente da Rede Feminina de Pomerode, Marineuza Henschel, destaca o sentimento em poder, agora, estar à frente desta entidade tão importante. “Ser a Presidente da RFCC de Pomerode, na passagem dos 20 anos, é motivo de grande alegria e muita honra, com a responsabilidade em dar continuidade a este maravilhoso trabalho de prevenção e apoio, feito com amor, dedicação e cuidado, que foi e é realizado a muitas mãos. Gratidão”, ressalta.
