Uma profissão que resiste ao tempo
Dia do Sapateiro homenageia ofício que se mantém firme, com a passagem do tempo
Uma profissão que surgiu ainda nos tempos antigos, sem ter uma data específica e que hoje tem poucos representantes no mercado atual. Fabio Krueger é um dos remascentes desta profissão, tendo 27 anos de experiência como sapateiro, e é um dos homenageados com o Dia do Sapateiro, celebrado em 25 de outubro.
A tradição da família no ramo da sapataria começou com o pai, Wolfgang Marcos Krueger, que atuou por muitos anos como sapateiro. Segundo o filho, Fabio, além de exercer a profissão na cidade, o pai dividia seu tempo com outras duas ocupações: a tornearia mecânica e a música.
E a convivência com a profissão de sapateiro fez com que Fabio seguisse o mesmo caminho. Krueger revela que, ainda na infância, observava enquanto o pai trabalhava com os sapatos e aprendeu um pouco do ofício.
“Eu comecei a trabalhar como sapateiro aos 15 anos. Ainda no início, cheguei a pensar em tentar uma outra profissão, mas, aos poucos, fui gostando cada vez mais do ofício e me senti realizado desta forma. Por isso assumi a profissão e o local de trabalho do meu pai, tornando-me sapateiro”, conta.
Também de acordo com Krueger, são alguns os motivos que fizeram com que ele passasse a gostar do ramo da sapataria. “É uma rotina que não é repetitiva. Por mais que sejam parecidas, as tarefas sempre são diferentes. Todos os dias vem algo diferente. Além disso há sempre muito serviço, pois a demanda ainda é grande”, destaca.
Hoje, em sua sapataria, Krueger atua sozinho, realizando consertos de sapatos, malas, mochilas, barracas e jaquetas de couro, por exemplo, diversificando seu trabalho. Os serviços mais comuns, segundo o sapateiro, são a recolagem ou troca de solado dos calçados, além de costuras.

E como em toda a profissão, além da técnica já aplicada ao longo dos anos, é necessário sempre se reinventar. Por isso, o sapateiro decidiu também fabricar cintos e tem planos de se desafiar na criação de outros artigos de couro.
Mesmo com dificuldades que surgiram ao longo do tempo, principalmente durante o último ano, com a pandemia, Krueger enaltece que seguir na profissão de sapateiro é algo que vale a pena.
“É uma profissão que já não é mais tão comum, existem poucos sapateiros em Pomerode, hoje. Do Centro, por exemplo, eu sou o único. E por restarem poucos sapateiros na cidade, o serviço acaba se acumulando, então minha rotina é sempre cheia, assim como a sapataria. Ainda é uma profissão que vale a pena ser exercida”, finaliza.
A profissão
O sapateiro é considerado um artesão e sua presença na história é muito antiga. Logo no surgimento dessa profissão, o indivíduo via sua atividade ser bastante discriminada, mas, atualmente, é possível demonstrar a importância de um bom sapateiro.
O profissional tem como função manusear calçados diversos, fabricando-os ou também consertando-os. É óbvio afirmar que a necessidade de usar um calçado de qualidade tem como objetivo proteger os pés de obstáculos no solo, do frio e de outros problemas.

No mundo atual, os sapateiros tiveram seus lugares tomados pelas indústrias de produções em massa, o que faz com que a profissão de sapateiro seja mais comumente associada ao conserto de sapatos.
Origem do Dia do Sapateiro
Diz-se que a origem do Dia do Sapateiro está associada com o ano 280, na França, onde dois irmãos, que eram pregadores do cristianismo durante o dia, faziam sapatos durante a noite para sobreviver.
O imperador da época fez com que os dois irmãos fossem perseguidos e degolados, pelo motivo de terem convertido muitas pessoas ao cristianismo. São Crispim e São Crispiano são os dois padroeiros dos sapateiros.

Quando a profissão de sapateiro se tornou mais popular, o Rei Eduardo I, na Inglaterra, em 1305, surgiu com a ideia de uniformização, ou seja, uma necessidade de manter um padrão na forma que os calçados eram fabricados.
A uniformização inglesa acabou sendo o estopim da tendência mundial para a padronização atual.
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