Uma maneira de doar, sem sair de casa
“Vaquinhas” on-line viram ferramentas úteis para pomerodenses que precisam de auxílio financeiro para tratamentos de saúde
Ajudar ao próximo é uma maneira de fazer o bem a alguém, sendo ela ou não desconhecida. E a internet vem sendo uma ferramenta útil para propagar ainda mais a “onda do bem”.
Nos últimos tempos, o Jornal de Pomerode divulgou diversas campanhas solidárias feitas pela internet, sendo muitas delas, para arrecadar dinheiro a pomerodenses que possuem ou possuíam algum problema crítico de saúde. Uma dessas histórias é a de Carmelita Pinheiro, pomerodense de 35 anos que está em busca de recursos para a retirada de um tumor em um nervo periférico de sua medula espinhal.
Carmelita descobriu o tumor em 2020. Após o nascimento de seu filho, em setembro, começou a sentir formigamento nos pés e não conseguia mais ficar em pé sozinha. Ela procurou os médicos e, em dezembro, foi descoberto o que estava causando a perda de movimento na perna esquerda. Foi diagnosticado um tumor que estava lesionando sua coluna vertebral, comprimindo a medula espinhal.
Em dezembro de 2020, então, foi feita a 1° parte da cirurgia, na qual foi retirada a parte principal do tumor, que estava comprimindo a medula espinhal. Assim os movimentos voltaram e Carmelita começou a fisioterapia, para recuperar a força muscular, ter equilíbrio e voltar a caminhar sem auxílio.
Agora, a pomerodense precisa fazer a segunda parte da cirurgia, para a retirada total do tumor, que tem o valor de R$ 15 mil.Pelo fato de a família ter uma condição mais humilde e não ter condições de pagar pelo procedimento, a “vaquinha” foi criada.
Até o fechamento desta edição, R$ 4.300,00 já foram arrecadados através da plataforma on-line. Carmelita se diz confiante com o andamento da “vaquinha”.
“Estou bem confiante, está indo muito bem e vejo o quanto as pessoas são solidárias e tentam ajudar o próximo, existindo muita empatia”, frisa.
A ideia de criar uma campanha para Carmelita, através da internet, foi de Maicon Bittelbrun. Ele comenta que a pomerodense trabalha em sua empresa, ficou sabendo de sua situação e auxiliou a mesma na criação da vaquinha, pelo site.

Carmelita ainda precisa de recursos para procedimento cirúrgico. (Foto: Arquivo pessoal)
“A ideia da campanha surgiu a partir do momento em que soube que ela teria que aguardar a lentidão do SUS. Nesse sentido, pedimos pra ela fazer o levantamento dos custos. Com os valores em mãos não hesitei em fazer a campanha por acreditar na sua cura, no seu desejo de viver e também por saber do amor dela pelos seus filhos e por sua família”, conta Bittelbrun.
Ele também comenta que a sensação de poder ajudar o próximo, de maneira simples, é gratificante.
“Seguimos o que o próprio Cristo nos ensinou: ‘Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo’. A cada campanha que eu me envolvo, sofro, choro, vibro, comemoro, mergulho de cabeça, pois pra mim não há nada mais gratificante do que fazer o bem sem olhar a quem”, completa.
Objetivo alcançado
Foi por meio da solidariedade que Roseli Teresinha do Amaral, a popular Rose, de 57 anos, conseguiu o valor necessário para que seus problemas na região da coluna sejam resolvidos.
As ações solidárias arrecadaram R$ 24.350,00 e com o valor em mãos, a família começou o planejamento para a realização dos exames pré-operatórios. Mas, em uma das consultas, foi constatada que Rose estava com a glicose em nível alto. Com isso, a pomerodense está passando por uma fase de tratamento para o controle da diabetes.
No mês de junho, Rose passou por outro procedimento na coluna, chamado “infiltração”. De acordo com a filha, Taísa do Amaral, a mãe terá acompanhamento médico para ver como irá reagir à medicação.
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Rose contou com o apoio da comunidade em diversas ações sociais. (Foto: Arquivo pessoal)
“Estamos aguardando para que a Glicose da minha mãe possa se controlar para que ela possa fazer a cirurgia o mais rápido possível. Neste instante, temos que esperar e ver como o seu corpo vai reagir aos medicamentos e se isso terá impacto para diminuir suas dores”, comenta a filha.
Taísa explica que a adesão maior pela campanha foi através de doações diretas e ações entre amigos e familiares. Com a criação do perfil no Instagram(@apoioarose), a família atualiza os seguidores sobre o seu estado de saúde e os processos que ela passará daqui para frente. A filha aproveita para agradecer a todos que se envolveram na causa.
“A minha mãe recebeu um carinho enorme das pessoas da cidade. E queremos agradecer muito a este carinho e a todos que colaboraram. Se nos abraçarmos, todos conseguimos ficar bem, mais felizes e saudáveis”, finaliza.
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